sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ditados Populares


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Aqui há alguns ditados que podem contribuir para melhorar rapidamente o seu entendimento da língua portuguesa.
À beça                                                                                                       
No Rio imperial, havia um comerciante rico chamado Abessa, que adorava ostentar roupas de luxo. Quando alguém aparecia fazendo o mesmo, dizia-se que ele estava se vestindo à Abessa, ou seja, como o comerciante.
A carne é fraca
Essa expressão retirada da bíblia representa a dificuldade de se resistir a certas tentações.
A dar com pau
O substantivo “pau” figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros.
Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, para isso, deixavam de comer. Então, criou-se o “pau de comer” que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu para o estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.
A vaca foi para o brejo
Quando a seca é mais violenta, os animais começam a procurar os brejos, regiões que permanecem alagadas por mais tempo. É sinal de que a situação piorou.
Abotoar o paletó
Falecer. Morrer. O mesmo que bater as botas.
Abraço de tamanduá
O tamanduá, quando percebe algum perigo, se deita de barriga para cima e abre seus braços. O inimigo, ao se aproximar, é surpreendido por um forte abraço, que o esmaga. Daí, ser o”abraço de tamanduá” qualquer atitude falsa, deslealdade, traição.
Abrir o coração
Desabafar. Declarar-se sinceramente.
Acabar em pizza
Quando uma situação não resolvida acaba encerrada. Em casos de corrupção quando ninguém é punido.
Acertar na mosca
Acertar precisamente. No alvo.
Acordo leonino
Significado: Um “acordo leonino” é aquele em que um dos contratantes aceita condições desvantajosas em relação a outro contratante que fica em grande vantagem. Uma expressão retórica sugerida nomeadamente pelas fábulas em que o leão se revela como todo-poderoso.
Afogar o ganso
No passado, os chineses costumavam satisfazer as suas necessidades sexuais com gansos. Pouco antes de ejacularem, os homens afundavam a cabeça da ave na água, para poderem sentir os espasmos anais da vítima.
Água Mole em Pedra Dura, Tanto Bate até que Fura
Um de seus primeiros registros literários foi feito pelo escritor latino Ovídio ( 43 a .C.-18 d.C), autor de célebres livros como “A arte de amar “e “Metamorfoses”, que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: “A água mole cava a pedra dura”. É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase para que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.
Água que passarinho não bebe
Pinga, bebida alcóolica.
Aliança de casamento na mão esquerda
Os gregos acreditavam que o 3º dedo da mão esquerda possuía uma veia que se ligava diretamente ao coração.
Amarrar o burro
Ficar em descanso, na folga.
Amigo da Onça
Falso amigo, amigo interesseiro ou traidor.
Amor Platônico
Platão era aluno de Sócrates. Tentando entender o motivo pelo qual seu grande mestre havia se matado, ele propõe a existência de dois mundos: Um chamado mundo sensível, aquele que você percebe com os cinco sentidos, e outro chamado mundo inteligível, que você só pode perceber com a inteligência, a mente. O mundo sensível é apenas um reflexo do que há de bom no mundo inteligível. O amor perfeito só existe na mente das pessoas, mas o amor real (que se toca, se vive) pode ter falhas. Por isso, quem não vive o amor real, fica só na imaginação, vive um Amor Platônico.
Andar à toa
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está “à toa” é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar. Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.
Apressado come cru
Afobamento, precipitação.
Armado até os dentes
Exageradamente armado, preparado para uma situação difícil.
Arroz de festa
Assim são chamadas aquelas pessoas que não perdem uma festa por nada, tendo ou não sido convidadas pra mesma. A origem dessa expressão talvez advenha do costume de se jogar arroz em recém casados. Mas o mais provável é que ela tenha surgido devido a uma antiga tradição portuguesa. Nas festas e comemorações das tradicionais famílias portuguesas nunca faltava uma sobremesa feita com arroz, leite, açúcar e algumas especiarias (arroz doce) e que era conhecida, na época, como “arroz de festa”.
Arrumar sarna para se coçar
Procurar por problemas.
Baderna
Uma bailarina de nome Marietta Baderna fazia muito sucesso no Teatro Alla Scalla, de Milão. Ao apresentar-se no Brasil, em 1851, causou frisson entre seus fãs, logo apelidados de “os badernas”. O sobrenome da artista, de comportamento liberal demais para os padrões da época, deu origem ao termo que significa confusão, bagunça.
Baixar a bola
Acalmar-se, ser mais comedido.
Bater as botas
Morrer, falecer.
Bode expiatório
A expressão significa que alguém recebeu a culpa de algo cometido por outra pessoa. A origem está num rito da tradição judaica. Simbolicamente, o povo depositava todos os seus pecados num bode, que era levado até o deserto e abandonado. Dessa forma, acreditava-se que as pessoas estariam livres de todos os males que tinham feito.
Botar o carro na frente dos bois
Pular ou queimar etapas de forma inapropriada, geralmente atrapalhando o andamento ou resolução de uma situação.
Briga de cachorro grande
Embate entre forças as quais se julga superiores.
Caiu no conto do vigário
Uma imagem de Nossa Senhora dos Passos foi doada pelos espanhóis para Ouro Preto e começou a ser disputada pelos padres de duas igrejas: a de N. Sra. de Pilar e a de N. Sra. da Conceição. O padre de Pilar sugeriu, então, que a imagem fosse colocada em cima de um burro, no meio do caminho entre as duas igrejas. O rumo que o animal tomasse, decidiria quem ficaria com a imagem. Quando foi solto, o burro se dirigiu para a igreja de Pilar. Mais tarde, soube-se que ele pertencia ao padre de lá; logicamente sabia o caminho a seguir.
Calcanhar de Aquiles
De acordo com a mitologia grega, Tétis, mãe de Aquiles, a fim de tornar seu Filho indestrutível, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Na Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido na única parte de seu corpo que não tinha proteção: o calcanhar. Portanto, o ponto fraco de uma pessoa é conhecido como calcanhar de Aquiles.
Cara de pau
Descarado, sem-vergonha.
Carioca
O termo carioca é oriundo da família lingüística tupi-guarani (kari ‘ oca) e significa etimologicamente “casa de branco”: cari: branca; oca: casa. O termo carioca é também o gentílico dos habitantes ou naturais do município do Rio de Janeiro.
Casa da Mãe Joana
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase “casa da mãe Joana” ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.
Chegar de Mãos Abanando
Há muito tempo, aqui no Brasil, era comum exigir que os imigrantes que chegassem para trabalhar nas terras trouxessem suas próprias ferramentas. Caso viessem de mãos vazias, era sinal de que não estavam dispostos ao trabalho. Portanto, chegar de mãos abanando é não carregar nada.
Chorar as pitangas
Pitangas são frutinhas vermelhas cultivadas e apreciadas em todo o país, principalmente nas regiões norte e nordeste. A palavra pitanga deriva de pyrang, que em tupi guarani significa vermelho. Sendo assim a provável relação da fruta com o pranto vem do fato de os olhos ficarem vermelhos, parecendo duas pitangas, quando se chora muito.
Chorar sobre o leite derramado
Lamentar-se por algo que não tem solução ou volta.
Chutar o pau da barraca
Quem inventou esta história de “chutar o pau da barraca” foi o Conde D’Eu, genro de Dom Pedro II, quando assumiu a caça a Solano Lopes, depois de já terminada a guerra do paraguai. O conde gostava de acordar cedo para suas investidas e, quando fazia e ainda havia soldados dormindo, ele saía “chutando os paus das barracas”, derrubando todas, para acordá-los. Criar uma grande confusão, inesperadamente
Comer o pão que o diabo amassou
Significa passar por uma situação difícil, um sofrimento. Imagino que a origem dessa expressão venha do fato de que deve ser, realmente, indigesto engolir um pão amassado (amassar é o mesmo que fazer a massa) pelo capeta. Além da procedência, nada confiável, do produto (se vem do coisa ruim, boa coisa não pode ser) tem grandes chances desse pão vir queimado, já que foi assado no fogo do inferno.
Da Pá Virada
A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita.
Dar com a língua nos dentes
Contar um segredo, falar.
Dar com os Burros N’Água
A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.
Dar uma banana
É das poucas expressões que são acompanhadas por um gesto. Aliás, neste caso, o mais provável é que o gesto tenha inspirado a expressão, já que ele existe em vários países como Portugal, Espanha, Itália e Brasil. Em todos esses lugares o gesto significa a mesma coisa: um desabafo ou uma ofensa.
Defender com unhas e dentes
Do latim “inguibus et rostre”(com unhas e bico). Provavelmente a expressão vem de briga de galo, já constante na Roma antiga. Mas pode vir também de briga entre mulheres. Defender com todas as forças, não fraquejar de nenhuma maneira.
Deu zebra
Não há zebra no Jogo do Bicho. “Dar zebra” é acontecer uma coisa impossível, que não estava prevista.
Disputar a negra
Os senhores do séc. XVIII, quando jogavam, o troféu era, quase sempre, uma negra escrava. O termo é usado até hoje em “peladas” e “rachas” de futebol.
Dor de Cotovelo
A expressão teve origem nas cenas de pessoas sentadas em bares, com os cotovelos apoiados no balcão bebendo e chorando um amor perdido. De tanto ficar naquela posição, as pessoas ficavam com dores no cotovelo. Atualmente, é muito comum utilizar essa expressão para designar o despeito provocado pelo ciúme ou a tristeza causada por uma decepção amorosa.
Dourar a Pílula
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.
Eles que são Brancos que se Entendam
Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: “Vocês que são pardos, que se entendam”. O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de Dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, Dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, Dom Luís se explicou: nós somos brancos, cá nos entendemos.
Encher lingüiça
Enrolar, preencher espaço com embromação.
Engolir sapos
Fazer algo contrariado; ser alvo de insultos, injustiças, contrariedades sem reagir, revidar, acumulando ressentimento.
Entrar pelo cano
Se dar mal, ficar encrencado. Complicar-se.
Erro Crasso
Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante em sua vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros que caíram. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, chamamos de “Erro Crasso”.
Espírito de Porco
Nos tempos colonias os escravos faziam todo tipo de trabalho, do mais leve ao mais pesado. Um, em especial, causava terror: negavam-se a abater porcos. Achavam que os espíritos suínos lhes atormentariam à noite. A expressão passou a designar quem incomoda, atrapalha, é inconveniente.
Estar com a corda no pescoço
Estar ameaçado, sob pressão ou com problemas financeiros.
Estar com a pulga atrás da orelha
Ficar desconfiado.
Estômago de Avestruz
Define aquele que come de tudo. O estômago do avestruz é dotado de um suco gástrico capaz de dissolver até metais.
Farinha do mesmo saco
“Homines sunt ejusdem farinae” esta frase em latim (homens da mesma farinha) é a origem dessa expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável. Como a farinha boa é posta em sacos diferentes da farinha ruim, faz-se essa comparação para insinuar que os bons andam com os bons enquanto os maus preferem os maus.
Fazer boca de siri
Manter segredo sobre algum assunto.
Fazer nas Coxas
A origem vem da época dos escravos, que usavam as próprias coxas para moldar o barro usado na fabricação das telhas. Como as medidas eram diferentes, as telhas saíam também em formatos desiguais. E o telhado, “feito nas coxas”, acabava torto.
Fazer tempestade em copo d’água
Transformar banalidade em tragédia.
Fazer um negócio da China
Aproveitar uma grande oportunidade.
Ficar a Ver Navios
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.
Fila indiana
Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente. Fila de pessoas ou coisas dispostas uma após outra.
Gatos-pingados
Tem sentido depreciativo usando-se para referir uma suposta inferioridade (numérica ou institucional), insignificância ou irrelevância. Esta expressão remonta a uma tortura procedente do Japão que consistia em pingar óleo a ferver em cima de pessoas ou animais, especialmente gatos. Existem várias narrativas ambientais na Ásia que mostram pessoas com os pés mergulhados num caldeirão de óleo quente. Como o suplício tinha uma assistência reduzida, tal era a crueldade, a expressão “gatos pingados” passou a denominar pequena assistência sem entusiasmos ou curiosidade para qualquer evento.
Guardar a Sete Chaves
No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí, começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” para designar algo muito bem guardado.
Hora de a onça beber água
O animal costuma fazer isso ao anoitecer, e, segundo a tradição indígena, esse é o melhor momento para abatê-lo.
Jurar de Pés Juntos
- Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu.
A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado para dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado para expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.
Lágrimas de crocodilo
Os animais que vivem em água salgada, como focas e crocodilos, ajudam a eliminar o excesso de sal do corpo vertendo água salgada pelos olhos, pressionando o céu da boca com a língua. Ele chora enquanto devora suas vítimas.
Levar o calote
Calote é o diminutivo de calo. No séc. XVIII, era comum, nas feiras, o comprador abocanhar a oferta (calote) e ir embora sem comprar o produto oferecido. Daí “levar o calote” significa vender alguma coisa e não receber o pagamento.
Lua-de-mel
Há mais de 4 mil anos, os habitantes da Babilônia comemoravam a lua-de-mel durante o primeiro mês de casamento. Nesse período, o pai da noiva precisava fornecer ao genro uma bebida alcoólica feita da fermentação do mel. Como eles contavam a passagem do tempo por meio de um calendário lunar, as comemorações ficaram conhecidas como lua-de-mel.
Memória de Elefante
O elefante lembra de tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atrações do circo. Diz-se que as pessoas que se recordam de tudo tem memória de elefante.
Meter o rabo entre as pernas
Submeter-se. Acovardar-se.
Meter os pés pelas mãos
Agir desajeitadamente ou com pressa. Confundir-se no raciocínio.
Molhar o biscoito
Transar.
Motorista Barbeiro
- Nossa, que cara mais barbeiro!
No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba mas, também, tiravam dentes, cortavam calos, etc… E por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XX, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.
Não dar ponto sem nó
Tem o sentido de fazer alguma coisa sempre pensando em tirar proveito pessoal, fazer algo com segunda intenção.
Não Entendo Patavinas
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova, sendo assim, não entender patavina significa não entender nada.
No tempo do Onça
No início do Século 18, o Rio de Janeiro era governado por Luiz Vahia Monteiro, conhecido como “o Onça”. Ele tinha este apelido por ser extremamente severo e exigente. Durante o período em que governou o Rio, ele cumpria rigorosamente a lei e exigia que todos a cumprissem também. Os saudosos do governador Vahia Monteiro, ao assistirem o desleixo com que a cidade era administrada, viviam suspirando pelos cantos e dizendo: “Ah, no tempo do Onça que era bom!”. Por conta disto, a expressão “no tempo do Onça” passou a significar coisa antiga, algo de tempos passados.
O Canto do Cisne
Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão canto do cisne representa as últimas realizações de alguém.
O “Lanterninha”
A expressão lanterna ou “lanterninha”, significando o último colocado num campeonato esportivo,
particularmente de futebol, teria se originado no antigo (e extinto) jornal de esportes “Gazeta Esportiva”, de São Paulo. Naqueles velhos tempos, as matérias abordando o Campeonato Paulista costumavam ser ilustradas pela caricatura de um trem, onde o líder do campeonato era a locomotiva (geralmente o Palmeiras), o 2º colocado o tênder, o 3º colocado o primeiro vagão, e assim por diante. O desenho mostrava, pendurado atrás do último vagão da composição, uma lanterna. E, por essa razão, o último colocado no campeonato era descrito sempre assim: “e o lanterninha do campeonato, é o time tal” (freqüentemente o Jabaquara…).
Há quem assevere , contudo, que o termo de gíria já existia antes disso, pois havia já no século XVIII, por razões de segurança, a obrigatoriedade de todos os veículos – de barcos fluviais a carruagens – carregarem uma lanterna vermelha acesa na sua traseira, para trafegar à noite. A lanterna “de popa” era, pois, a última coisa que vinha…
O mar não está para peixe
Omar II, imperador turco na primeira metade do século XVIII, era muito feroz e detestava peixe. Ficava irritado quando conquistava uma cidade e lhe ofereciam peixe de boas-vindas. Então, tinha sempre um soldado que ia na frente, avisando: “Omar não está para peixe”, cuidado. A situação não está boa. Cuidado.
O Pior Cego é o que não Quer Ver
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.
O Pulo do Gato
O gato faz sete movimentos corporais e preventivos até chegar ao chão. Quando toca o solo o faz tão suave como se tivesse um amortecedor de impactos nos pés. Ele protege a cabeça, gira o rabo, posiciona as patas, alinha o corpo e arqueia a coluna.
OK
A expressão inglesa “OK” (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa “0 killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação. Daí surgiu o termo “OK”.
Olhos de Lince
Ter olhos de lince significa enxergar longe, uma vez que esses bichos têm a visão apuradíssima. Os antigos acreditavam que o lince podia ver através das paredes.
Onde Judas perdeu as botas
Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca alguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada para designar um lugar distante, desconhecido e inacessível. No fim do mundo.
Pagar o pato
A expressão deriva de um antigo jogo praticado em Portugal. Amarrava-se um pato a um poste e o jogador (em um cavalo) deveria passar rapidamente e arrancá-lo de uma só vez do poste. Quem perdia era que pagava pelo animal sacrificado, sendo assim passou-se a empregar a expressão para representar situações onde se paga por algo sem obter um benefício em troca. Significa fazer o papel de tolo, pagando por aquilo que não deve.
Para inglês ver
Em 1830, pressionado pela Inglaterra, o Brasil começou a aprovar leis contra o tráfico de escravos. Mas todos sabiam que elas não seriam cumpridas. Falava-se, então, que as leis eram apenas para inglês ver.
Para o santo
O hábito sertanejo de, antes de beber, derramar uma parte do cálice, tem raízes no rito hebraico milenar de reservar, na festa de Pessach (Páscoa), um copo de vinho para o profeta Elias (representando o Messias que virá, anunciado pelo Profeta Elias).
Pensando na Morte da Bezerra
A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebráicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.
Pentear macacos
Ir chatear outra pessoa.
Pessoa Maquiavélica
Nicolau Maquiavel foi um autor do século XV. Entre suas obras, encontra-se um livro chamado “O Príncipe”, uma espécie de manual de como um governante pode controlar o povo. A principal característica do livro era “O fim justifica os meios”; ou seja, se seu objetivo é bom, não há problema em fazer coisas más para concretizá-lo.
Matar pode ser errado, mas matar um assassino com o objetivo de salvar várias outras vidas, seria justificável. Maquiavel gera duas expressões: “Pessoa Maquiavélica”, que significa “sem escrúpulos”, e “plano maquiavélico”, que significa “aquele que não falha nunca”.
Pode tirar o cavalinho da chuva
Os visitantes das fazendas, mesmo quando estava chuvendo, atrelavam seus cavalos à cerca. O fazendeiro, se quisesse que o visitante demorasse, dava ordem para que ele “tirasse o cavalo da chuva”. Era um convite para ficar.
Pôr a mesa
Durante a Idade Média, as grandes casas e os palácios não tinham uma sala de jantar porque a tradição era a de que os senhores comiam onde estavam. Na hora da refeição, o pessoal que trabalhava nas cozinhas colocava cavaletes com estrados por cima, ao que se chamavam mesas. Não havia talheres, a não ser a faca que cada um trazia sempre consigo. Comia-se quase tudo à mão. Para chamar os senhores para a refeição, os criados diziam aos seus amos que “…as mesas estão postas.”
Pôr os pontos nos ís
Esclarecer a situação detalhadamente.
Procurar chifre em cabeça de cavalo
Procurar problemas onde não existem.
Procurar uma agulha num palheiro
Tentar algo impossível.
Prometer mundos e fundos
Fazer promessas infundadas ou exageradas.
Puxa-saco
A bajulação, na gíria do Brasil colonial chamava-se “engrossamento”. Depois, na República Velha, passou a ser
“chaleirismo” ou “chaleiramento”. O termo parece ter vindo dos aduladores do senador gaúcho Pinheiro Machado, figura política mais influente da sua época, que disputavam a tapa o privilégio de carregar-lhe a chaleira, e repor a água do seu chimarrão.
Só a partir dos anos 30 do século XX, foi que se popularizou o termo “puxa-saco”. O humorista Nestor de Holanda, que escreveu um tratado sobre o assunto (“O Puxa-saquismo ao alcance de todos”), afirma que a origem do termo não é tão escabrosa como pode parecer à primeira vista. Segundo ele, a expressão vem dos tempos em que era moda o casaco folgado, solto, não cintado, conhecido como paletó-saco. Os homens importantes adotaram a moda. Seus bajuladores viviam atrás deles, como que a puxar a ponta do paletó saco.
De qualquer forma, a expressão deu origem a um ditado de extrema sabedoria: “O saco do chefe é o corrimão do sucesso”.
Quebrar o galho
Significa dar um jeito pra resolver um problema ou uma situação complicada.
Queimar as pestanas
Expressão ligada aos estudantes, querendo significar aqueles que estudavam muito. Antes do aparecimento da electricidade, recorria-se a uma lamparina ou uma vela para iluminação. A luz era fraca e, por isso, era necessário colocá-las muito perto do texto quando se pretendia ler o que podia dar azo a “queimar as pestanas”.
Quem não tem cão, caça com gato
Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia “quem não tem cão caça como gato”, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.
Querer tapar o sol com a peneira
Significa querer esconder o que todos estão vendo.
Rasgar Seda
A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão para cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: “Não rasgue a seda, que se esfiapa”.
Receber um balde de água fria
Inverter o entusiasmo em desilusão.
Riscar do mapa
Fazer desaparecer.
Sair o tiro pela culatra
Significa que a intenção de prejudicar alguém volta-se contra o próprio autor. Pensando em enganar os outros e, no fim, o único prejudicado foi ele mesmo. O tiro saiu pela culatra.
Santo do Pau Oco
Durante o século XVII, as esculturas de santos que vinham de Portugal eram feitas de madeira. A expressão surgiu porque muitas delas chegavam ao Brasil recheadas de dinheiro falso. No ciclo do ouro, os contrabandistas costumavam enganar a fiscalização recheando os santos ocos com ouro em pó. No auge da mineração, os impostos cobrados pelo rei de Portugal eram muito elevados. Para escapar do tributo, os donos de minas e os grandes senhores de terras da colônia colocavam parte de suas riquezas no interior de imagens ocas de santos. Algumas, normalmente as maiores, eram enviadas a parentes de outras províncias e até de Portugal como se fossem presentes.
Segurar a vela
Estar sozinho com um casal.
Sem Eira Nem Beira
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.
Sem pés nem cabeça
Sem lógica. Sem sentido. Fora da realidade.
Será o Benedito?!
A interjeição, muito popular no Brasil em certa época, exprimindo grande admiração por algo, teria se originado da indicação por Getúlio Vargas, do político relativamente desconhecido na ocasião, Bendito Valadares, para o governo de Minas Gerais em 1933. Como havia muitos nomes na disputa pelo governo mineiro, Getúlio escolheu Benedito para não desagradar nenhum dos favoritos e seus apoiadores. Com a indicação, a população começou a se questionar, surgindo então a famosa frase:
- Será o Benedito?!
Spam
A utilização do termo “spam” para designar mensagem não solicitada decorre de um spot humorístico do grupo inglês Monty Python, que mostrava em um restaurante uma garçonete tentanto fazer, a todo custo, uma cliente comprar uma refeição a base de “spam”. O produto “spam”, deriva do nome de um produto da empresa Hormel Foods a base de carne suína enlatada – Hormel Spice Ham. Um concurso feito pela empresa o rebatizou de “Spam”, este alimento, muito barato, foi muito consumido pelos aposentados norte-americanos nas épocas de recessão, o que justifica, de outra parte, a ojeriza de muitos consumidores a este produto.
Ter ouvidos de tísico
As pessoas que sofrem de tuberculose pulmonar (tísica) tornam-se muito sensíveis, incluindo uma notável capacidade auditiva. A expressão “ter ouvidos de tísico”. Significado: Ouvir muito bem.
Tirar a barriga da miséria
Tirar a barriga da miséria quer dizer aproveitar com muito prazer alguma coisa de que até então carecia.
Tirar água do joelho
Urinar.
Tirar o Cavalo da Chuva
- Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e, se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.
Tomar chá de sumiço
Tem o sentido de desaparecer de um lugar que se costumava freqüentar, sem dar notícia. Sumiu do mapa. Evaporou-se.
Trocar alhos por bogalhos
Confundir fatos ou histórias.
Trocar seis por meia dúzia
Trocar uma coisa por outra que não vai fazer a menor diferença.
Vá se queixar ao bispo
No Brasil do séc. XVII, ter filhos era muito importante. Precisando mostrar ao homem que era fértil, a mulher engravidava antes do casamento. A regra era aprovada pela própria Igreja desde que depois o casamento se consumasse. Muitas vezes, o noivo ia embora e a mulher grávida ia reclamar ao bispo, que mandava alguém atrás do fujão.
Vai Tomar Banho
Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore para limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem “tomar banho”.
Vestir a carapuça
Carapuça é uma espécie de barrete ou capuz de forma cônica e remonta ao período da Inquisição, em que os condenados eram obrigados a vestir trajes ridículos ao comparecer aos julgamentos. Além de usar uma túnica com o formato de um poncho, eles precisavam colocar sobre a cabeça um chapéu longo e ponteagudo, conhecido como carapuça. Daí a expressão “vestir a carapuça” ter se incorporado ao português escrito e falado com o sentido de “assumir a culpa”.
Virar casacas
Mudar de idéias facilmente. Traidor.
Voto de Minerva
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Tudo o que você precisa saber sobre cartões SD - PC WORLD

Tudo o que você precisa saber sobre cartões SD - PC WORLD


Tudo o que você precisa saber sobre cartões SD

SD, micro SD, UHS, Classe 4, Classe 10… conheça o significado de todos estes termos e acabe com a confusão na hora de comprar um cartão de memória.
Por Lincoln Spector, PCWorld EUA e Rafael Rigues, PCWorld Brasil
29/01/2014
Eles estão em toda parte: em sua máquina fotográfica, videogame portátil, tablet e até mesmo nos celulares mais simples. Os cartões SD (de “Secure Digital”) são uma forma conveniente, e barata, de armazenar grandes quantidades de informações, o que explica sua popularidade.
Mas eles repetem algo que já vi acontecer várias vezes: uma tecnologia fácil de usar chega e traz consigo um acrônimo. Então alguém cria uma versão melhor, e estende o acrônimo. E pouco depois surge mais uma versão. E logo os consumidores acabam se deparando com uma verdadeira sopa de letrinhas.
Vamos começar pelo básico. Os cartões Secure Digital (SD) são o atual “padrão” para memória flash removível em dispositivos móveis. Eles estão disponíveis em três tamanhos físicos, com uma grande variedade de capacidades e velocidades.
Há alguns recursos pouco usados que justificam o S de “Secure” (Seguro) no nome. Um deles é um sistema de gerenciamento de direitos autorais (DRM) que é mais útil para Hollywood do que para os consumidores: tecnicamente é possível criar um cartão que permite que o conteúdo seja lido, mas não copiado para um PC, por exemplo. Outros recursos mais úteis incluem uma chave para impedir a gravação de dados (apenas nos cartões maiores) e proteção com senha em alguns poucos modelos.
Como disse, os cartões SD estão disponíveis em três tamanhos.
  • O modelo original, conhecido apenas como SD Card (Cartão SD) mede 32 x 24 mm. Notebooks costumam ter slots sob medida para estes cartões. São comuns em câmeras e filmadoras digitais.
  • Cartões mini SD medem apenas 21,5 x 20 mm. Este formato está praticamente obsoleto no mercado.
  • Cartões micro SD medem apenas 11 x 15mm, e são os modelos mais usados em aparelhos como smartphones e tablets Android, além de câmeras digitais ultracompactas.
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Os três formatos de cartões SD. De cima para baixo: SD, mini SD, microSD
Além disso há adaptadores que permitem que um cartão menor seja usado em um slot maior, como mini SD para SD e micro SD para mini SD, ou micro SD para SD. Frequentemente estes adaptadores vem inclusos na embalagem junto com os cartões menores.
Além do tamanho, há variantes do padrão SD que definem a capacidade máxima do cartão. Esta é independente do tamanho físico: nada impede a criação de um cartão microSD com capacidade maior do que um cartão SD (de fato, isso é comum).
  • Cartões “padrão” (SDSC, de “Secure Digital Standard Capacity”) podem ter até 1 GB. Entretanto, existem modelos fora da especificação com capacidade de 2 ou 4 GB, que não são compatíveis com todos os dispositivos.
  • Cartões de “alta capacidade” (SDHC, Secure Digital High Capacity) podem ter até 32 GB
  • Cartões de “capacidade extendida” (SDXC, Secure Digital eXtended Capacity) podem ter até 2 TB. Entretanto, atualmente não é possível encontrar no mercado cartões com mais de 128 GB.
Há uma outra variante de cartões, chamada SDIO (Secure Digital Input / Output). Eles são menos comuns, funcionam apenas em aparelhos específicos e em vez de armazenamento trazem periféricos como câmeras, receptores GPS ou interfaces Wi-Fi. 
Os cartões também são separados em “Classes” de acordo com a velocidade de escrita de dados. Isso é representado pela letra C com um número dentro, que indica a velocidade em megabytes por segundo (MB/s). A classe não importa muito se você só quer fazer fotos e ouvir MP3, mas é importante para quem quer gravar vídeo, já que quanto maior a resolução da imagem, mais rápido o cartão precisa ser para conseguir registrar os dados sem perda de quadros.
Os cartões Classe 2 (C2) são os mais lentos, com velocidade de 2 MB por segundo, e só podem ser usados para gravação de vídeo em definição padrão. Para gravar vídeo em HD (1280 x 720 pixels) é necessário um cartão Classe 4 (C4, 4 MB/s) ou Classe 6 (C6, 6 MB/s), e para vídeo em alta-definição recomenda-se um Classe 10 (C10, 10 MB/s). 
Alguns cartões mais sofisticados tem um U em vez de um C estampado. Estes são cartões Ultra High Speed, que usam uma nova forma de comunicação (barramento) com o aparelho, portanto precisam de aparelhos compatíveis para atingir todo seu potencial. Um cartão UHS Classe 1 (UHS U1) tem velocidade de 10 MB/s e é adequado para gravação em tempo real de transmissões de TV, por exemplo, e um cartão UHS Classe 3 (UHS U3) chega a 30 MB/s e é adequado para gravação de vídeo em 4K.
Resumindo a história
Ao escolher um cartão para um aparelho (como uma câmera), você precisa levar em conta três variáveis: o formato usado pelo aparelho (SD, mini SD, micro SD), a capacidade suportada e a velocidade de gravação.
Um cartão SDHC de 4 GB não vai funcionar em um aparelho que só é compatível com cartões SDSC, assim como um SDXC de 64 GB não vai funcionar em um aparelho compatível apenas com cartões SDHC. Mas a recíproca não é verdadeira: um cartão SDSC ou SDHC funciona, sem problemas, em um aparelho que suporta cartões SDXC.
Quanto à velocidade, vale o “quanto mais melhor”. Dependendo da capacidade e do fabricante, a diferença entre um cartão Classe 4 ou Classe 6 pode ser mínima ou inexistente. Neste caso, opte pelo mais rápido. Considerando os aparelhos atuais, recomendamos comprar no mínimo cartões Classe 4.
Na dúvida, antes da compra consulte o manual de seu aparelho para ver quais tipos (e capacidade) de cartões são suportados. Se não tiver esta informação, leve o cartão original e procure um modelo similar.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

XP - O sistema operacional ETERNO !!!!!!!



Microsoft dá mais um ano de "sobrevida" ao Windows XP


Por Redação Olhar Digital - em 15/01/2014 às 20h50 :: Palavras-chave: MicrosoftWindows

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/olhar2013/http://olhardigital.uol.com.br/noticia/39791/39791
Acessado em 16/01/2014 às 08:42:57 © 2005 - 2013 Olhar Digital - Todos os direitos reservados

A Microsoft já havia divulgado que deixaria de oferecer suporte ao Windows XP em abril deste ano, mas voltou atrás, pelo menos em parte. O sistema deixará de ser atualizado, como prometido, mas os produtos de segurança da plataforma receberão uma vida extra de 15 meses. Ou seja, eles continuarão sendo atualizados até julho de 2015.

Para o usuário final, isso significa que o Microsoft Security Essentials continuará recebendo atualizações. Já para clientes corporativos, os softwares System Center Endpoint Protection, Forefront Client Security, Forefront Endpoint Protection e Windows Intune seguirão sendo suportados.

A empresa havia confirmado que seus produtos de segurança seriam abandonados, mas mudou de ideia, mesmo deixando de lado o sistema operacional.

A Microsoft tem um problema nas mãos em relação ao XP. O software está defasado e os usuários precisam migrar para novos sistemas, mais seguros, alavancando também a venda de seus novos produtos. Para isso, manter a data de encerramento do suporte seria eficiente. Entretanto, o XP ainda é um dos sistemas operacionais mais usados do mercado e deixar seus usuários completamente vulneráveis não seria positivo para a empresa.

A companhia também aponta que soluções de segurança e antivírus tem efetividade limitada em sistemas operacionais sem suporte, então a empresa recomenda a atualização do sistema, realizar regularmente os updates de segurança disponibilizados pelos fabricantes e a execução de softwares de antivírus atualizados.

Via The Next Web 


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Com a insegurança do XP, segue algumas opções.



Fechando janelas: um guia para quem pensa em mudar de sistema operacional

O fim do Windows XP se aproxima, e os usuários são aconselhados a migrar o quanto antes. E já que mudar é preciso, que tal considerar alternativas como o Linux ou o Mac OS X?
Por Tony Bradley, PCWorld EUA
13/01/2014
Esperamos que você já tenha entendido que é hora de abandonar o Windows XP, mas que tal abandonar completamente o Windows? O Windows 8 melhorou significativamente após o lançamento da versão 8.1, mas para muitos usuários sua “interface moderna” e mudanças associadas, como a Tela Iniciar com seus bloco dinâmicos e o fim do Menu Iniciar, são motivo de desdém. E a segurança sempre foi um problema maior no Windows do que em outras plataformas.
Se você ainda está usando o Windows XP uma migração para o Windows 8.1 ou mesmo o Windows 7 provavelmente envolverá mais do que a substituição apenas do sistema operacional. Seu hardware atual pode não ser capaz de rodar uma nova versão do Windows, e mesmo que possa você provavelmente terá de considerar alguns upgrades, a substituição de alguns periféricos e a atualização de programas.
E se você vai investir tempo e dinheiro em uma transição para um novo sistema, então é melhor levar em conta todas as opções. O controle da Microsoft sobre o mercado desktop enfraqueceu nos últimos anos, e o Mac OS X, Linux e mesmo o Chrome OS são sistemas operacionais cada vez mais sofisticados que estão sendo adotados pelas massas. Veja o que esperar se você optar por uma destas alternativas.
Mac OS X
Há um motivo pelo qual as pessoas dizem que “depois que você usa um Mac, nunca mais volta atrás”. A Apple definiu a interface gráfica como a conhecemos hoje, e estabeleceu novos patamares para computação “amigável”. Os Macs tem fama de serem caros, mas isso não é de todo verdade: com certeza você encontrará desktops e notebooks Windows mais baratos, mas considerando o custo benefício os Macs são equivalentes a PCs com Windows de configuração similar, e algumas vezes até mais baratos.
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Além do hardware elegante e poderoso, Macs também tem um excelente sistema operacional
Vantagens: a principal vantagem do Mac OS X é que ele tem menos vulnerabilidades de segurança do que o Windows: uma desvantagem de ser o sistema operacional dominante é ter um enorme alvo pintado nas costas. Macs não são imunes a malware, mas usar um reduz significativamente o risco de infecção, já que a maioria dos ataques é desenvolvida tendo o Windows em mente.
O OS X também tem uma vantagem no preço: se você roda o Windows 7 ou uma versão anterior do sistema operacional, o upgrade para o Windows 8.1 custa a partir de R$ 410. No passado as atualizações do Mac OS X custavam cerca de US$ 20 a US$ 30 (R$ 45 a R$ 70), mas a versão mais recente, o OS X Mavericks, é grátis para qualquer Mac rodando o OS X Snow Leopard (lançado em 2009) ou mais recente.
O Mac OS X tem seu próprio pacote de software de produtividade (iWork) e inclui eficientes apps para e-mail, anotações, calendário, reprodução de vídeos e música e mensagens instantâneas, além dos milhares de apps disponíveis na internet e na loja de aplicativos Mac App Store, incluindo uma versão do Microsoft Office.
Com um Mac você pode continuar a rodar o Windows, seja em uma configuração “dual-boot” (você escolhe o sistema ao ligar o computador) ou usando uma máquina virtual como software como o Parallels ou o VMWare Workstation, que podem rodar o Windows em uma “janela”, isolado do sistema, ou integrar seus apps em janelas próprias lado a lado com os apps do Mac OS X.
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O Parallels (acima) permite rodar o Windows dentro do Mac OS X
Mas para isso você precisará de uma cópia licenciada do Windows, e ainda terá de realizar na máquina virtual todos os processos de manutenção (atualizações de software, de sistema e uso de um antivírus) que faz em seu PC. Ainda assim, é uma boa opção para continuar a usar apps essenciais que não tem equivalente no sistema da Apple.
Desvantagens: a não ser que você adote uma solução de virtualização, a migração para o OS X exigirá que você substitua todos os seus programas. Pacotes populares como o Microsoft Office e Adobe Creative Suite, além de navegadores como o Google Chrome e Mozilla Firefox, tem versões para Mac, mas você terá de encontrar equivalentes para outros programas. A virtualização envolve um custo extra (com licenças de software e do Windows), e a migração para novos apps também pode resultar em uma maior curva de aprendizado. Mas você provavelmente enfrentaria desafios similares numa migração do Windows XP para o Windows 8.1.
Linux
Se você quer instalar um novo sistema operacional em hardware que já tem, o Linux é a alternativa óbvia. Este sistema operacional Open Source tem muitas variantes, e uma das mais usadas é o Ubuntu. Em termos gerais o Linux exige menos recursos de hardware, o que lhe dá melhor desempenho em PCs mais antigos. No exterior é possível encontrar notebooks da Acer, ASUS e Dell com alguma versão de Linux pré-instalada. No Brasil o sistema é comumente encontrado em PCs e Desktops de baixo custo.
Vantagens: o principal benefício do Linux é o custo. A maioria das versões (ou “distribuições”, no jargão) é gratuita, assim como os aplicativos que você irá usar. Uma instalação padrão do Ubuntu, por exemplo, inclui navegador, cliente de e-mail, um pacote Office completo (LibreOffice), reprodutor de vídeos e DVDs, software para organização de imagens e muito mais a custo zero.
O Linux também tende a consumir menos recursos de hardware, e roda de forma admirável em PCs mais antigos, exigindo menos RAM e espaço em disco que o Windows ou OS X. Também é infinitamente flexível: você pode escolher qual ambiente desktop irá usar (entre opções como o KDE,Gnome e o Unity do Ubuntu), criar algo quase idêntico ao Windows XP ou então adotar uma versão minimalista do sistema, abandonar o conceito de “desktop” e fazer tudo na web, como no Chrome OS.
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O Ubuntu tem um ambiente desktop próprio, chamado Unity
Assim como o Mac OS X, você pode rodar o Linux e o Windows no mesmo PC, em um sistema de dual-boot, ou rodar o Windows dentro do Linux em uma máquina virtual como a VirtualBox (e adivinhe? ela é grátis para uso pessoal). Também é possível rodar aplicativos Windows “nativamente” dentro do Linux, com graus variados de compatibilidade, usando um software como o Wine, que converte as chamadas de sistema e bibliotecas do SO da Microsoft em comandos nativos do Linux.
Desvantagens: você terá de substituir todos os aplicativos que usa, e caçar drivers para sua impressora, webcam, adaptador de rede sem fios e outros periféricos. Em alguns casos eles podem simplesmente não ser compatíveis com o Linux, e terão de ser substituídos por modelos suportados. Mas a compatibilidade é atualmente maior do que em alguns anos atrás, especialmente se você usar uma distribuição popular como o Ubuntu.
O fato de que o Linux é um sistema operacional de código-aberto pode ser uma faca de dois gumes quando o assunto é suporte e solução de problemas. Na maioria dos casos o software é fruto de um projeto Open Source e não há uma “empresa” por trás dele para lhe dar suporte, embora existam empresas e distribuições que oferecem planos de suporte, especialmente no mercado corporativo. O lado bom é que tudo o que você precisa saber está disponível online, em fóruns e grupos de discussão povoados por usuários experientes que, na maioria dos casos, estão dispostos a ajudar.
Chrome OS
Desenvolvido pela Google e baseado em Linux, o ChromeOS é o “garoto novo” no bairro. É uma plataforma baseada na web, que basicamente transforma o navegador no sistema operacional, e os milhares de serviços baseados na web em seus “apps”.
Vantagens: em uma máquina com o ChromeOS você terá menos preocupações de segurança que em um PC com Windows, em parte por causa da relativa obscuridade do sistema operacional, mas na maior parte devido ao fato de que o sistema não foi projetado para rodar software instalado localmente ou mesmo armazenar dados localmente, então a “superfície” exposta a um ataque é muito menor.
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No momento a Acer é a única fabricante de Chromebooks no Brasil
Se você já adotou o ecossistema da Google, o ChromeOS pode ser a opção ideal. Ele é centrado nos serviços da empresa, e se integra facilmente com tablets e smartphones Android, oferecento acesso aos mesmos e-mails, contatos e dados armazenados.
Desvantagens: se você não usa os serviços da Google, o ChromeOS provavelmente não é para você. Você pode usar o Office 365 e SkyDrive, além de outros serviços online, normalmente, mas é meio que como remar contra a maré ou tentar encaixar uma peça quadrada em um buraco redondo.
Como a maioria dos recursos do Chrome OS está amarrada a serviços e recursos na nuvem, a funcionalidade do sistema, e da máquina, é severamente limitada se você não tiver uma conexão à internet. A Google recentemente lançou versões de apps como o Gmail e Google Docs que funcionam offline, mas elas não oferecem os mesmos recursos que os aplicativos que você encontrará no Windows, Mac OS X e Linux.
Como diz o Barman na hora de encerrar o expediente: “não me importo pra onde você vai, desde que saia daqui”. Ou seja, você não precisa migrar para o Windows 8.1 ou Windows 7, mas precisa sair o mais rápido possível do Windows XP e migrar para alguma outra coisa. Qualquer coisa. Uma mudança pode ser dolorosa, mas já que você terá de enfrentá-la, faz sentido considerar todas as opções.
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Vai acabar......

Windows XP será aposentado em abril; sistema deixará de receber correções
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Guilherme Tagiaroli
Do UOL, em São Paulo
  • Jeff Christensen/afp
    Licenças do Windows XP recém-embaladas são exibidas em linha de produção em Greeley (Colorado); o sistema operacional começou a ser vendido mundialmente em 25 de outubro de 2001
    Licenças do Windows XP recém-embaladas são exibidas em linha de produção em Greeley (Colorado); o sistema operacional começou a ser vendido mundialmente em 25 de outubro de 2001
Após 12 anos presente no mercado, a Microsoft vai aposentar no dia 8 de abril o sistema Windows XP. Isso não quer dizer que o sistema vai parar de funcionar repentinamente. A partir dessa data, a empresa não vai mais corrigir falhas de segurança ou adicionar novos drivers de equipamentos.
  • Henny Ray Abrams/AFP
    Bill Gates, cofundador da Microsoft, posa em Nova Iorque com licença do Windows XP durante o lançamento do sistema em 25 de outubro de 2001
Segundo Priscyla Alves, gerente geral do Windows da Microsoft Brasil, a razão para aposentadoria é que o sistema não é mais adequado para o mercado. "Desde o lançamento do XP, o cenário mudou bastante. Hoje em dia há muitos dispositivos móveis e novas vulnerabilidades surgindo. Não faz mais sentido alguém continuar usando um sistema de quase 13 anos atrás."
Em termos práticos, a aposentadoria do Windows XP significa que a Microsoft não soltará mais atualizações para correção de falhas. "Se alguém achar um erro em alguma versão posterior [Vista ou 7, por exemplo] e verificar que ela também existe no Windows XP, nós não vamos trabalhar para corrigi-la", disse Fábio Gaspar, gerente de produto Windows devices da Microsoft Brasil.
Outro fator que pesa contra a continuação do Windows XP é sua "idade". Segundo Dmitry Bestuzhev, especialista de segurança da Kaskpersky (empresa de antivírus), a longevidade do sistema fez com que os cibercriminosos ficassem especialistas na ferramenta. Inclusive, antes de lançar pragas para outras plataformas, elas são testadas no XP por usuários mal-intencionados.
"Há uma série de códigos de roubo de senhas por meio de capturas de tela que funcionam no Windows XP, mas que são bloqueados automaticamente no Windows 7", disse Bestuzhev.
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Paisagem do Windows XP é nos EUA; veja curiosidades sobre wallpapers da Microsoft28 fotos

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Papéis de parede de sistemas operacionais são imagens que acompanham os usuários de computador diariamente. Independente de serem bonitas ou feias, quem utiliza o computador não tem a menor ideia de onde vêm as imagens, quem as fez ou se tem alguma história interessante por trás delas. Para desvendar alguns dos mistérios que rondam os wallpapers, o UOL Tecnologia reuniu curiosidades das versões XP, Vista e 7 do Windows

Por Guilherme Tagiaroli Montagem/reprodução
Mesmo sendo velho, o Windows XP, de acordo como um levantamento da consultoria Netmarketshare, terminou o ano de 2013 como o segundo sistema operacional mais utilizado do mundo, só perdendo para o Windows 7. Questionada sobre a pesquisa, a Microsoft não endossa os dados, mas confirma que o XP ainda é significante, sobretudo no mercado corporativo.
"Muitas empresas ainda usam o Windows XP, pois fizeram aplicações para o sistema e que só funcionam nele", informou Priscyla. No entanto, ela afirmou que as companhias já estão há um tempo se preparando para migrar, pois os departamentos de tecnologia sabem dos riscos de continuar a usar a plataforma.

O que fazer?

A proximidade da aposentadoria do Windows XP deixa o usuário com a opção de comprar uma licença de uma versão mais atualizada do sistema operacional (Windows 7 ou 8) ou comprar um computador novo.
No varejo, é possível achar licenças de atualização para o Windows 8 por R$ 269, mas elas exigem que o computador tenha uma versão original do Windows XP SP3, Windows Vista ou Windows 7.
Para quem não tem a situação regularizada, resta apenas comprar uma licença completa do Windows 7 Pro (R$ 699) ou uma licença do Windows 8.1 por R$ 410. A versão Pro do Windows 8.1 é vendida por R$ 699.
"Se uma pessoa está rodando o Windows XP em seu computador, isso quer dizer que a máquina tem mais de seis anos de vida. O ciclo normal do PC é de quatro ou cinco anos. Por isso, nós recomendamos que a pessoa compre uma máquina nova com Windows 8", afirmou Priscyla, da Microsoft.
Lembrando que a companhia de software estabelece como requisitos mínimos para a instalação do Windows 8: um computador com processador de 1 GHz ou superior, 2 GB de memória RAM, 20 GB de espaço disponível em disco, um monitor que funcione na resolução 1024 x 768 e placa de vídeo com DirectX 9 com drive WDDM.
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Windows 8.1: Microsoft traz de volta menu Iniciar e mudança de visual27 fotos

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O Windows 8.1 é uma atualização do Windows 8. O sistema, que será gratuito para donos de aparelhos com a versão mais recente do software da Microsoft, vem com vários recursos para quem utiliza desktops convencionais (como a volta do menu Iniciar) e uma série de novos aplicativos; veja, a seguir, as novas funcionalidades do sistema Divulgação

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

DDR4

RAM DDR4 da Intel deve chegar aos PCs no terceiro trimestre de 2014

(http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2014/01/09/ram-ddr4-da-intel-deve-chegar-aos-pcs-no-terceiro-trimestre-de-2014)
Por Agam Shah, IDG News Service
Publicada em 09 de janeiro de 2014 - 16h10
Tecnologia será inicialmente suportada em um processador para servidores de codinome Grantley, baseado na arquitetura Haswell.

Segundo fontes familiarizadas com os planos da empresa, a Intel irá adicionar suporte à memória DDR4 em seu processador “Grantley”, um membro da família Xeon projetado para uso em servidores e baseado na arquitetura Haswell, no terceiro trimestre deste ano. Em desenvolvimento há mais de cinco anos, o novo tipo de memória pode aumentar o desempenho dos computadores e reduzir o consumo de energia. E também significará uma redução progressiva no uso da memória DDR3, atualmente usada na maioria dos servidores, desktops e notebooks.

A adoção da tecnologia DDR4 pelos fabricantes de processadores e placas-mãe é o primeiro passo para sua disseminação no mercado. Além dos servidores, módulos de memória DDR4 em placas-mãe para gamers foram demonstrados durante o Intel Developer Forum, em setembro passado, o que indica que a empresa já está adicionando o suporte à tecnologia aos seus processadores voltados aos entusiastas. Um porta-voz da Intel disse que a companhia trabalha “com a indústria” para levar o suporte a DDR4 aos seus sistemas mais sofisticados, mas não forneceu uma data para isso.

A partir daí a DDR4 poderia chegar aos PCs e notebooks em 12 a 18 meses. Notebooks com o novo tipo de memória poderão ser mais rápidos e ter maior autonomia de bateria, embora a atual DDR3 seja considerada suficiente para a maioria dos usos atuais. A DDR4 oferece uma largura de banda 50% maior, e uma redução no consumo de energia de 35%.

Os primeiros a adotar a DDR4 pagarão mais caro pela novidade, mas os preços irão cair à medida em que a adoção aumenta. Analistas esperam que inicialmente um módulo de memória DDR4 custe 30% a mais que um DDR3 de mesma capacidade, mas a diferença pode cair para 10% em 2015.

Um dos primeiros usos para a DDR4 provavelmente será em sistemas de dados e ERP de grande porte, que cada vez mais fazem uso de processamento em memória. A tecnologia também pode trazer benefícios em cálculos complexos em supercomputadores.

A adoção da DDR4 foi adiada com a estabilização dos preços da memória DDR3 no ano passado. Margens de lucro maiores fizeram com que fabricantes como a SK Hynix e Samsung continuassem a produzir DDR3 em vez de migrar suas linhas de produção para DDR4, que é mais cara para produzir. A queda na demanda por PCs também prejudicou os planos. Além disso, o surgimento de máquinas como os Ultrabooks da Intel e portáteis ultrafinos da AMD também atrasou a adoção da DDR4, já que elas usam memória DDR3 de baixo consumo de energia.

Empresas como a Samsung, Micron e Kingston demonstraram módulos de memória DDR4 logo após a especificação ser finalizada em setembro de 2012. A Samsung já iniciou a produção da memória em escala comercial, e a unidade de negócios corporativos da Crucial está demonstrando memória DDR4 durante a CES 2014, feira de tecnologia que acontece nesta semana em Las Vegas, nos EUA.

O barramento da memória DDR4 opera a 3200 MHz, contra os 2400 MHz da DDR3, e a memória funciona com 1.2 Volts em vez dos 1.5 Volts da antecessora. A confiabilidade da DDR4 também é considerada maior, já que há mais ferramentas de depuração e diagnóstico para prevenir erros de dados.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Chegou a hora de mudar.

 http://idgnow.com.br

TI pessoal >

Dica: ainda usa o Windows XP? Então veja três razões para migrar agora!

Tony Bradley, PCWorld EUA
02 de janeiro de 2014 - 09h00
Ao insistir em um sistema operacional com mais de uma década de vida você está perdendo em produtividade, suporte a novas tecnologias e principalmente segurança.
Você precisa mesmo abandonar o Windows XP. Sério. Ele foi um bom sistema operacional e ainda é amado por muitos usuários, mas… tem mais de uma década de vida! E na velocidade com que o mundo da tecnologia evolui, isso o torna quase uma relíquia. E embora ele pareça funcionar bem, o ditado “em time que está ganhando não se mexe” não se aplica ao Windows XP. Ele está perdendo, de várias formas, e quando deixar de ser oficialmente suportado pela Microsoft, em Abril, será oficialmente rebaixado à categoria de “peça de museu”.
Você nem precisa migrar para o Windows 8.1, o Windows 7 já é o bastante. E se você ou algum teimoso que conhece ainda precisa ser convencido a mudar, estas três razões devem ser o suficiente.
1. Produtividade
Olhando de longe, o Windows XP parece produtivo o suficiente. Ele roda os aplicativos de que você precisa, baixa seus e-mails e lhe permite navegar na web. Mas quando você olha de perto, vê que as versões mais recentes do Windows tem recursos que permitem que você trabalhe de forma mais eficiente.
Aero Snap, um recurso que surgiu no Windows 7, torna muito mais simples tarefas como maximizar, minimizar e organizar janelas, basta arrastá-las para os cantos da tela. Arraste para cima para maximizar, para baixo para minimizar, e para a esquerda ou direita para prender a janela à metade correspondente da tela. Quando você começa a usar o Aero Snap ele parece apenas uma curiosidade de pouco valor, mas rapidamente se torna algo natural. E depois de usá-lo por um tempo, você irá descobrir que ele simplifica seu trabalho e irá se arrepender do tempo que perdeu arrastando janelas pra lá e pra cá no Windows XP.
O Windows 8 tem outro recurso que pode lhe ajudar a economizar ainda mais tempo: o File History é similar ao “Time Machine” no Mac OS X: ele analisa seus arquivos a cada duas horas e armazena cópias das mudanças incrementais ao longo do tempo. Se você por acidente sobrescrever uma apresentação crucial, ou decidir abandonar as mudanças e voltar às coisas como era algumas horas atrás, é fácil restaurar um arquivo a qualquer ponto em sua história.
Outro recurso que economia tempo é a Manutenção Automática (Automatic Maintenance), que cuida daquelas pequenas e tediosas tarefas que são necessárias para manter seu PC bem ajustado e otimizado, como a desfragmentação do HD, varreduras contra malware, atualizações do sistema operacional e testes de diagnóstico, enquanto você dorme.
Depois que você se acostumar com estes recursos no Windows 7 ou Windows 8, irá se perguntar como conseguiu viver sem eles por tanto tempo.
2. Novas tecnologias
Usar um sistema operacional que tem mais de uma década de vida irá colocá-lo numa situação difícil quanto aos periféricos e dispositivos que você pode usar com ele. À medida em que novas tecnologias são desenvolvidas, elas geralmente são projetadas com os sistemas operacionais mais recentes em mente, e provavelmente não serão suportadas no Windows XP.
O USB 3.0 é um bom exemplo. A maioria dos dispositivos baseados nesse padrão deve funcionar, tecnicamente falando, no Windows XP porque eles são compatíveis com o padrão anterior. Mas irão entrar em “modo de compatibilidade” com o USB 2.0 e transferir dados com um décimo do desempenho potencial do USB 3.0. E note que mesmo o USB 3.0 está ficando “velhinho” e eventualmente será substituído por tecnologias ainda mais rápidas das quais o Windows XP não saberá fazer proveito.
Não importa se você está falando de impressoras sem fios, teclados Bluetooth ou monitores 4K, será difícil, e às vezes impossível, encontrar drivers e suporte para que as novas tecnologias funcionem com o Windows XP.
3. Segurança
Esse é o principal motivo. Mesmo hoje o Windows XP é inerentemente mais arriscado, e quando a Microsoft encerrar o suporte ao sistema, em Abril, seu PC estará praticamente indefeso. No início de dezembro a Microsoft lançou um boletim de segurança avisando os usuários sobre uma vulnerabilidade “dia zero” no Windows XP. Segundo relatos esta falha está sendo ativamente explorada pelos malfeitores, mas não afeta as versões mais recentes do Windows.
Especialistas em segurança acreditam que os criminosos possam estar “estocando” falhas do Windows XP, aguardando o fim do suporte oficial. Neste ponto não haverá mais boletins de segurança ou correções de falhas críticas no sistema, e a temporada de “caça ao usuário” estará aberta. 
Tim Rains, diretor de “Trustworthy Computing” na Microsoft, avisou os usuários do Windows XP de um outro problema em potencial. Criminosos frequentemente esperam um desenvolvedor lançar um patch e então fazem a “engenharia reversa” da atualização para descobrir qual falha ela corrige e projetar um ataque para explorá-la. Após o fim do suporte ao Windows XP, os criadores de malware podem começar a analisar os patches do Windows 7 e 8 em busca de falhas que também se apliquem ao XP e, se elas existirem, criar um ataque. E sem suporte, não haverá patches para proteger o Windows XP.
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Segundo a 15ª Edição do Security Intelligence Report da Microsoft, o número de máquinas com Windows XP
infectadas por malware é mais de 6x maior que o de máquinas infectadas rodando o Windows 8.1 de 64 Bits
O mais recente Security Intelligence Report da Microsoft mostra que quando exposto a um volume similar de ameaças em potencial do Windows XP SP3 tem uma taxa de infecção por malware quase duas vezes superior à do Windows 7e e 650% superior à do Windows 8 em um sistema de 64 Bits. Máquinas com o Windows XP são mas propensas a invasão e infecção do que as que rodam versões mais novas do Windows. Os efeitos destas invasões são tipicamente muito mais insidiosos, e a eliminação da ameaça geralmente toma mais tempo.
Foi bom enquanto durou
O Windows XP foi um sistema operacional incrível, e podemos dizer que foi a melhor versão na história do Windows. Mas o Windows 7 é um sucessor digno de seu legado, e o Windows 8.1 também é um excelente sistema operacional. E ao se apegar ao Windows XP você está perdendo recursos e tecnologias que podem ajudá-lo a trabalhar de forma mais eficiente e simplificar sua vida.
Mesmo que isso não o atraia, a realidade é que o Windows XP será um pesadelo de segurança quando o suporte acabar, e insistir em usá-lo será algo impraticável, se não impossível.
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