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segunda-feira, 17 de março de 2014

Entenda a diferença


Entenda as diferenças entre um notebook doméstico e um modelo corporativo

Garantia, durabilidade, tecnologia embarcada e até mesmo o software que vem pré-instalado são alguns dos fatores que podem influenciar uma decisão de compra.
Por Jon L. Jacobi, PCWorld EUA
14/03/2014
Notebooks vem em muitos “sabores” diferentes. Há os finos e leves, os conversíveis, os substitutos de desktop, modelos para gamers e até mesmo estações de trabalho portáteis. Mas todos eles podem ser agrupados em duas categorias: para o consumidor doméstico (consumer) ou para o mercado corporativo (business). Vamos mostrar o que torna uma categoria diferente da outra, e ajudá-lo a decidir qual é a mais correta para suas necessidades.
Os fabricantes de máquinas tornam fácil distinguir qual o público alvo de cada máquina colocando diferentes nomes nelas. A Lenovo vende os IdeaPad no mercado doméstico e os ThinkPad para empresas e profissionais. Na Dell as linhas XPS e Inspiron são os modelos para o consumidor, e a linha Latitude é a corporativa.
A Toshiba usa os nomes Satellite, Qosmio e Kirabook para as máquinas domésticas e Tecra para as profissionais. E com a Acer temos os Aspire para os consumidores e TravelMate para as empresas. A HP é a que mais segmenta as coisas, oferecendo notebooks para os consumidores sob as marcas Pavillion, TouchSmart, Envy, Spectre e Split, enquanto para o mercado corporativo há os G-Series, EliteBook, Pro, ProBook e ZBook.
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Os notebooks corporativos da Toshiba pertencem à família Tecra, enquanto os modelos
domésticos são os Satellite, como o Satellite L55Dt-A5253 mostrado acima.
O próximo fator óbvio é o preço: notebooks para o mercado corporativo podem custar até duas vezes mais que os modelos domésticos. Mas ambos os tipos são baseados em componentes similares, e ambos rodam o mesmo sistema operacional e software. Será que os fabricantes simplesmente acham que as empresas tem mais dinheiro pra gastar que os consumidores?
Pode até haver um elemento de verdade nessa linha de raciocínio, mas ela não conta toda a história. O mercado de PCs é incrivelmente competitivo e as margens de lucro são microscópicas. A principal razão porque um PC corporativo custa mais do que um modelo doméstico é porque as empresas, grandes ou pequenas, querem máquinas construídas para durar e que seja fáceis de manter.
Modelos corporativos também vem com garantias maiores, envolvem um estoque maior de máquinas e peças para reposição e tem recursos extras de segurança e gerenciamento remoto. O custo destes atributos se reflete no preço final do produto. Depois que você entender estes diferenciais, poderá decidir se eles compensam o custo extra.
Durabilidade e ciclo de vida
Espera-se que um notebook corporativo permaneça em serviço por muito mais tempo que uma máquina doméstica, e que eles sejam pelo menos um pouco mais resistentes. Por isso são geralmente produzidos com material mais forte, como alumínio ou magnésio, e tem uma construção mais sólida. Os modelos para o consumidor, especialmente os mais baratos, são montados usando generosas quantidades de plástico.
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Alúmínio e Magnésio são alguns dos materiais mais populares na construção
de notebooks corporativos, como este Dell Latitude 6430u 
A maioria das empresas padroniza seu parque de hardware em um ou dois modelos de notebooks, e os mantém em serviço por pelo menos três anos. Esta estabilidade reduz a carga de suporte sobre o departamento de TI da empresa. Quando um fabricante lança um novo notebook corporativo, ele geralmente se compromete a manter exatamente a mesma máquina disponível por um período que varia de 18 meses a 5 anos, para que seus clientes possam ampliar seus parques de hardware no futuro.
Clientes corporativos também esperam ser capazes de adquirir peças de reposição durante toda a vida em serviço de uma máquina. Por isso o fabricante precisa manter um inventário de peças que talvez nunca sejam vendidas. Parte do custo destas peças é refletido no preço do notebook.
Já os notebooks para o consumidor tem uma vida muito mais curta nas vitrines das lojas. Um modelo pode estar disponível por apenas um ano, às vezes menos, antes de ser substituído por algo mais novo. A Toshiba produziu um número limitado do luxuoso Kirabook, por exemplo, e ao produzir um segundo lote mudou o hardware para acomodar os processadores Intel Core de quarta geração.
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Empresas raramente compram notebooks domésticos, como este Toshiba Kirabook,
porque preferem máquinas que não irão mudar por vários anos.
Os consumidores tem maior tendência a simplesmente trocar uma máquina defeituosa por outra, em vez de repará-la. Às vezes esta é a estratégia que faz mais sentido, às vezes é a única, já que os fabricantes não mantém grandes inventários de peças de reposição para os produtos em suas linhas para o consumidor. Outras vezes um defeito é apenas a desculpa necessária para comprar um novo modelo com os mais novos acessórios e recursos.
Mas empresas não podem trocar de hardware à revelia, já que cada mudança implica em custos além da aquisição de uma máquina: há o teste, o treinamento, as licenças de software e muito mais.
Manutenção e reparos
Notebooks corporativos são geralmente mais fáceis de manter e reparar. Em uma máquina corporativa você não encontrará parafusos Torx ou os ridículos “Pentalobe” usados pela Apple (a não ser, claro, que seja um Macbook).
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Com exceção dos MacBook Pro, você não irá encontrar parafusos
incomuns, como este "Pentalobe", em notebooks corporativos.
Uma chave Philips comum deve ser tudo o que você precisa. E em modelos como a workstation portátil ZBook 15, da HP, nem isso: basta mover duas travas presas por fricção e você pode remover o painel inferior para acessar a memória, disco rígido, interface Wi-Fi, bateria e mais.
Componentes que podem ser substituídos pelo usuário não são algo inédito em máquinas para os consumidores, mas estão se tornando cada vez mais raros à medida em que elas se tornam produtos descartáveis.
Portas e conectores
A seleção de portas em um notebook doméstico geralmente se divide ao redor do preço: as máquinas mais caras incorporam a tecnologia mais recente rapidamente, enquanto as máquinas baratas ficam para trás. Muitas tecnologias de I/O como USB 3.0 e HDMI estão no mercado há tempo suficiente para se tornarem onipresentes em máquinas domésticas em qualquer faixa de preço. Tecnologias mais recentes, por outro lado, demoram a “pegar”. Um bom exemplo é a Thunderbolt, que apesar de ser capaz de transferir dados pelo menos duas vezes mais rápido que uma porta USB 3.0 (10 Gbps, podendo chegar a 20 Gbps no Thunderbolt 2) é rara entre os PCs.
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A estação de trabalho portátil HP Zbook 15 tem quase todo o tipo de portas que você pode
imaginar, incluindo Thunderbolt, DisplayPort, USB e slots para Smart Card e ExpressCard
Os notebooks corporativos, em todas as faixas de preço, geralmente ficam para trás quando o assunto são as mais recentes tecnologias para conexão a periféricos e aparelhos externos. Em parte porque o departamento financeiro, sempre de olho em cada centavo, não quer pagar por algo que não é, e pode nunca ser, amplamente usado. A mesma mentalidade explica porque tecnologias legadas como portas VGA podem durar tanto tempo em máquinas corporativas: elas são necessárias para conectar os notebooks a projetores mais antigos.
Interfaces de rede sem fios são estritamente necessárias em ambas as categorias de notebooks. Uma interface Wi-Fi 802.11ac é a melhor opção, mas os adaptadores 802.11n são mais baratos e mais comuns. Algumas máquinas corporativas também tem a opção de conexão via banda larga móvel (3G ou 4G) usando um SIM Card que pode se instalado na máquina.
Slots para “Smart Cards” e “ExpressCard” são encontrados exclusivamente em máquinas corporativas. Os Smart Cards são um robusto mecanismo de segurança que pode ser usado para impedir que usuários não autorizados ganhem acesso a um computador quando ele está ligado porém “sozinho”. Já os ExpressCard são uma interface legada que substituiu duas tecnologias ainda mais antigas, PC Card e PCMCIA. Em um slot ExpressCard você pode plugar cartões com novas interfaces de I/O (Firewire, eSATA, interfaces de rede, etc) e recursos especiais que vão de sintonizadores de TV a placas de som. O HP Zbook 15, mostrado acima, tem tanto um slot para ExpressCard quando para um Smart Card.
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Você irá agradecer aos céus pelo modem 3G integrado ao seu notebook quando precisar
se conectar à internet e não houver nenhuma rede Wi-Fi sequer nas proximidades
Muitos notebooks corporativos vem com portas para docking stations, enquanto os modelos domésticos quase nunca tem isso. Se você passa muito tempo sentado à sua mesa, mas ainda precisa da mobilidade de um notebook, uma docking station ou replicador de portas pode ser uma benção. Você pluga seu desktop, mouse, teclado, monitor, cabo de rede, discos externos e outros periféricos à “dock”, e o notebook a ela. Quando precisar sair basta apertar um botão (ou puxar um único cabo) para levar sua máquina com você, deixando os periféricos para trás.
Mas você não precisa comprar um notebook corporativo para usar uma docking station. Acessórios de terceiros como a Targus Universal 3.0 DV aproveitam tecnologias como USB e DisplayLink para oferecer quase a mesma funcionalidade de uma dock proprietária. A única desvantagem é que você pode ter de desplugar mais do que um cabo para desconectar seu notebook (e plugá-lo de volta para conectar). Além disso, DisplayLink usa compressão em tempo real para transmitir sinais de vídeo para um monitor externo. Será difícil notar no dia-a-dia artefatos de imagem gerados por essa compressão, mas talvez essa tecnologia não seja uma boa opção para quem faz edição profissional de imagens ou vídeo.
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Uma Docking Station, acoplada a conectores como este, facilita a transição da "mesa" para a "estrada"
A tecnologia sem fio WiGig elimina a necessidade de estabelecer uma conexão física entre o seu notebook e a dock. Sua adoção tem sido curiosamente lenta, mas a Dell foi uma das primeiras a usá-la ao produzir a Wireless Dock D5000, que agora é compatível com um grande número de notebooks da empresa.
Tecnologia de vídeo
Os processadores de vídeo (GPUs) integrados às CPUs modernas são tudo o que você precisa para navegar na web, assistir filmes, editar documentos e outras tarefas corriqueiras. Mas você precisará de uma GPU dedicada para tarefas mais computacionalmente intensivas, como CAD (Computer Aided Design, Design Auxiliado pelo Computador).
Se um notebook doméstico tem uma GPU dedicada, ela provavelmente será um modelo projetado para rodar jogos. Se um notebook corporativo tem uma GPU dedicada, quase certamente será um modelo projetado para usos muito diferentes: CAD, modelagem 3D, tratamento de imagens nas áreas médica e científica, criação de conteúdo (animação em 3D, por exemplo) e mais. Se sua área de trabalho é uma destas, procure máquinas com GPUs das linhas AMD FirePro Mobile Graphics, ou Nvidia Quadro Mobile Workstation.
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Portas VGA são comuns em notebooks corporativos, já que os projetores em milhares de salas
de conferência e escolas ainda usam este padrão. Já portas HDMI (à direita) são mais raras
Como a maioria das TVs de alta-definição tem portas HDMI, não é surpresa que a maioria dos notebooks para o consumidor use esta interface para conexão a telas externas. Mas o DisplayPort, usado em máquinas e monitores profissionais, é uma interface superior para os usuários corporativos pelo simples fato de que uma única porta DisplayPort 1.2 pode suportar até quatro monitores com resolução de 1920 x 1200 pixels, ou dois monitores com resolução de 2560 x 1600 pixels. Em ambos os casos, cada monitor pode receber sinais de áudio e vídeo independentes. Tanto DisplayPort 1.2 quanto HDMI (na versão 1.4 ou superior) podem suportar um monitor 4K com resolução de 3840 x 2160 pixels. 
Recursos de gerenciamento e segurança
Para uma empresa que coloca em operação centenas ou talvez milhares de notebooks, é essencial que o departamento de TI seja capaz de gerenciá-los remotamente. Embora a maioria das pequenas empresas não tenha um departamento de TI, muitas delas contratam consultores para gerenciar seus recursos. Comprar um notebook equipado com uma CPU e BIOS com tecnologias como a Intel vPro, DASH (Desktop and Mobile Architecture for Hardware) ou a HP SureStart pode economizar tempo para eles, e dinheiro para sua empresa.
Estas ferramentas permitem que um departamento de TI monitore, gerencie, acesse remotamente e até mesmo repare instalações de software em notebooks em campo. O usuário não precisa estar presente, e isso pode ser feito mesmo que a máquina esteja tão comprometida, seja por uma infecção por malware, uma instalação de software mal-sucedida ou arquivos corrompidos, que seja incapaz de carregar o sistema operacional.
Restaurar remotamente uma imagem do sistema (ou seja, uma cópia exata de todo o software e aplicativos de uma máquina em um dado momento) pode economizar muito tempo, além dos custos de viagem ou envio da máquina para reparos. O vPro também pode impedir a ação de certos tipos de malware e ataques que ocorrem em um nível ainda mais baixo que o do sistema operacional. E a tecnologia SureStart, disponível apenas nas máquinas da HP, pode rapidamente restaurar a BIOS de um computador se ela tiver sido corrompida ou atacada.
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Um leitor de impressões digitais, como este num Toshiba Tecra Z40, pode impedir o
acesso não autorizado às informações armazenadas em seu notebook
Como um notebook corporativo pode abrigar informações importantes sobre uma empresa, estas máquinas geralmente tem recursos adicionais de segurança integrados no hardware. Um dispositivo biométrico como um leitor de impressões digitais pode ser usado para verificar a identidade do usuário, e ferramentas de criptografia como TPM e a BitLocker, do Windows, podem criptografar dados à medida em que são salvos no HD. Tais dados não poderão ser lidos se o usuário não tiver a chave própria para decodificá-los, nem mesmo se um malfeitor arrancar o HD de uma máquina roubada e colocá-lo em outra.
Se você decidir que vPro ou DASH são recursos essenciais em seu próximo notebook, certifique-se de que o modelo escolhido realmente tem estes recursos, já que eles não estão presentes em todas as máquinas corporativas. A Intel tem um site que informa se um determinado modelo de processador tem suporte a vPro, e qualquer notebook equipado com um processador da AMD que também tem um chip TPM irá suportar DASH. E no caso de máquinas da HP, verifique a ficha técnica da máquina para saber se ela suporta a tecnologia SureStart.
Software pré-instalado
Ligue um notebook doméstico recém-saído da caixa e você irá encontrar todo tipo de lixo consumindo espaço no disco. Demonstrações de jogos, de antivírus, links para sites e mais. Os fabricantes de software pagam aos fabricantes de hardware para instalar esse tipo de conteúdo (apelidado de “bloatware”), o que pode ajudar a reduzir o preço final da máquina ou aumentar as margens de lucro. Você não é obrigado a deixar este software na máquina, é claro, mas sua remoção geralmente é um incômodo, mesmo usando software feito especialmente para isso como o CCleaner, da Piriform.
Empresas não querem, nem podem, perder tempo removendo software, então os fabricantes reduzem ou eliminam estes programas em máquinas corporativas. E empresas que compram máquinas em grande volume podem até especificar exatamente que software desejam pré-instalado.
Como empresas normalmente querem manter todos os funcionários na mesma plataforma (simplificando o suporte técnico e reduzindo seu custo) elas mantém um sistema operacional em uso por muito tempo após uma nova versão ser lançada. Quando você compra um notebook para o consumidor, ele provavelmente já virá com o Windows 8.1 instalado. Máquinas corporativas podem vir com licenças para “downgrade” para uma versão anterior do sistema operacional (como do Windows 8 para o 7), ou ter como opção uma distribuição Linux.
Garantia, serviço e suporte técnico
Um notebook doméstico típico geralmente tem uma garantia de um ano contra defeitos de fabricação. Os modelos mais baratos podem ter apenas a garantia mínima legal, 90 dias. Isso mantém o preço baixo e permite que os revendedores ofereçam garantias extendidas (com um custo extra, claro). Qualquer máquina corporativa digna de seu nome vem com uma garantia de três anos, e esse período geralmente pode ser ampliado para cinco ou sete anos.
Quando um notebook doméstico falha, tipicamente é necessário enviá-lo ao fabricante ou levá-lo a uma assistência técnica autorizada para diagnósticos e reparos. Você raramente tem uma garantia de tempo para a solução do problema, e se uma peça precisar ser trocada, você não tem nenhuma garantia de que ela estará em estoque. Na pior das hipóteses, sua máquina pode ficar “fora de combate” por semanas.
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Basta remover a bateria e dois parafusos no Dell Latitude 7440 para ter acesso às
interfaces Wi-Fi e 3G, disco rígido e memória, o que facilita reparos e upgrades
Empresas não podem se dar ao luxo de ter empregados esperando enquanto seus notebooks são consertados. Um departamento de TI corporativo geralmente tem á mão máquinas extras para empréstimo, e geralmente faz sozinho os reparos ou lida diretamente com o fabricante. Pequenas empresas podem economizar dinheiro tirando proveito de serviços como a assistência “on site” (ou seja, um técnico vai até a máquina) e garantia de atendimento rápido, geralmente 24 horas sem contar o tempo de trânsito se a máquina precisar voltar para a fábrica, que são oferecidos com um notebook corporativo.
A eficiência do suporte técnico ao consumidor varia, mas ele geralmente só pode ser conduzido via e-mail ou chat. Se houver um número 0800, é improvável que ele esteja disponível 24/7, e você provavelmente irá experimentar longos tempos de espera. Problemas de software geralmente não são cobertos.
Viajantes a negócios que precisam terminar o trabalho antes de uma grande reunião precisam que seus problemas sejam resolvidos imediatamente, então as políticas de suporte para os notebooks corporativos são muito mais robustas. Embora ele possa ser opcional, para reduzir os custos caso a empresa tenha um departamento de TI que faz seu próprio suporte, atendimento telefônico 24/7/365 está quase sempre disponível, e inclui suporte ao software.
E aí, corporativo ou doméstico?
Pode parecer que estou tentando te vender um notebook corporativo, mas não estou. Eles tendem a ser mais caros no início, e seu custo de propriedade mais alto não faz sentido para usuários domésticos.
Se você não está comprando um lote de máquinas e não depende de seu notebook para ganhar a vida, um modelo doméstico pode até preencher as necessidades de uma pequena empresa.
Mas se em seu mundo tempo é dinheiro, então o melhor suporte, maior período de garantia, ciclo de vida ampliado e recursos extras de segurança dos modelos corporativos irão lhe economizar dinheiro a longo prazo, mesmo que sua “frota” consista de apenas uma máquina.
Por sua vez, os consumidores devem ficar com os modelos domésticos. Uma máquina topo de linha pode lhe trazer muitos dos recursos que você encontraria em um modelo corporativo, com tecnologia mais sofisticada e custo menor.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Fim do mouse ?

Notebooks terão versão embutida do Kinect, diz site

(http://pcworld.uol.com.br/noticias/2012/01/30/notebooks-terao-versao-embutida-do-kinect-diz-site)
Da Redação
30/01/2012

Segundo The Daily, sensor de movimentos da Microsoft chegará aos laptops por meio de sensores colocados acima da tela.

Poucas semanas após o anúncio de planos para levar o Kinect para desktops Windows, o sensor de movimentos lançado originalmente para Xbox 360 também está a caminho dos notebooks, informa o jornal digital The Daily.

A publicação afirma ter tido acesso a alguns protótipos de laptops com o Kinect embutido. Esses aparelhos seriam computadores da Asus com o sistema Windows 8. Os aparelhos teriam uma variedade de pequenos sensores colocados na parte de cima da tela, onde normalmente é colocada a webcam.

De acordo com o Daily, uma fonte da própria Microsoft confirmou que os aparelhos testados pelo jornal realmente são protótipos de notebooks com o Kinect. Além de sua utilização mais óbvia com os games, o Kinect também pode ser empregado para abrir e fechar softwares ou controlar reprodução de mídia com uma mão ou um dedo apenas, entre outras coisas.

Em sua versão para o videogame da Microsoft, o Kinect atingiu 18 milhões de unidades vendidas em cerca de um ano. Com ele, basta mover o corpo para controlar o jogo. No Brasil, o acessório sai por 500 reais.

Até o momento, não foi divulgada uma data de lançamento para os notebooks com Kinect.

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Sensor Kinect permite que usuários joguem games apenas com movimentos do corpo


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Temos que gastar mais.... gastar mais as coisas e não o dinheiro.

Dicas: Seis maneiras de reaproveitar um notebook antigo

(http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2011/08/09/dicas-seis-maneiras-de-reaproveitar-um-notebook-antigo)
Por Rafael Rigues, PCWorld Brasil e Melanie Pinola, PCWorld EUA
Publicada em 09 de agosto de 2011 às 08h00

Alguns upgrades rápidos de hardware e software podem trazer um velho portátil de volta à vida. Veja como.

Você tem em casa um velho notebook que está encostado porque não dá mais conta do dia-a-dia? Com alguns upgrades rápidos de hardware e software você pode trazê-lo de volta à vida, e quem sabe evitar gastar mais dinheiro com uma máquina nova.

Não esqueça o backup!

Não custa lembrar: antes que fazer qualquer mudança em seu notebook, seja de hardware ou software, faça um backup de todos os arquivos importantes (especialmente os insubstituíveis, como fotos e vídeos das férias, e-mails antigos e documentos) em um HD externo.

Hardware: três upgrades fáceis

Instale mais memória: a forma mais fácil, rápida e barata de aumentar o desempenho de qualquer PC é adicionar mais memória. Se seu notebook tem apenas 512 MB de RAM, por exemplo, um upgrade para 1 GB pode deixá-lo até 30% mais rápido.

Memória é barata (um pente de 1 GB para notebooks custa cerca de R$ 50) e essencial para rodar sistemas operacionais mais novos como o Windows 7, portanto recomendo que você instale o máximo que sua máquina suportar. Use o Configurador de Memória no site da Kingston para descobrir qual o limite de seu notebook, e que tipo de memória usar.

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Módulos de memória SO-DIMM: baratos, e aumentam o desempenho do PC

Troque o HD: um novo HD não vai lhe dar apenas mais espaço em disco, mas também pode melhorar o desempenho do computador. Discos mais antigos costumam funcionar a 4.200 RPM, velocidade considerada baixa hoje em dia. Um disco de 5.400 ou 7.200 RPM vai tornar o acesso às informações mais rápido, e produzir uma diferença notável na inicialização, cópia de arquivos e uso geral.

Assim como a RAM, instale o HD com a maior capacidade que você puder encontrar. Mas antes de comprar, verifique qual o tipo de HD seu notebook usa: dê uma olhada no próprio disco, anote a marca e o número do modelo e confira as especificações no site do fabricante. Notebooks geralmente usam HDs de 2.5 polegadas (popularmente conhecidos como “HD de Notebook), mas a interface pode variar: máquinas produzidas antes de 2006 provavelmente usam discos com interface IDE, enquanto as mais recentes usam discos SATA.

A troca geralmente pode ser feita em minutos e basicamente consiste em remover uma tampa na parte de baixo de seu notebook, tirar um ou dois parafusos, desencaixar o HD antigo do conector e colocar o novo no lugar. Os detalhes variam de máquina para máquina, consulte o manual ou faça uma busca na internet pelo nome do modelo mais a palavra “desmontar” ou “dissassembly”.

Leia também: O que importa na hora de comprar um HD?

Troque a bateria: baterias tem um ciclo de vida pré-definido, e com o tempo perdem a capacidade de reter a carga. A solução é comprar uma nova bateria, que pode ser encontrada no site do fabricante ou em assistências técnicas autorizadas. Os preços variam conforme o modelo, idade e até popularidade da máquina: baterias para um modelo relativamente obscuro que saiu de linha há 4 anos serão mais difíceis de encontrar, e mais caras.

Software: escolha seu sistema operacional

Reinstale o Windows: com o tempo o Windows vai ficando mais “pesado”, resultado de resíduos deixados para trás por programas desinstalados, fragmentação do disco, atualizações passadas e desgaste do dia-a-dia. A melhor forma de resolver o problema é usar o CD de recuperação do sistema que veio com seu notebook para reinstalar o Windows e deixá-lo como no dia em que saiu da fábrica.

O problema é que isso irá instalar também todos aqueles softwares indesejados que o fabricante resolveu incluir com a máquina (como versões de demonstração de jogos, anti-vírus e pacotes office). para removê-los você pode usar utilitários como o Revo Uninstaller Portable, que é gratuito, ou o Total Uninstall (US$ 30), que tem mais recursos, funciona em programas de 64 Bits e lida até com desinstalações que requerem uma reinicialização. E se você quiser uma solução mais automática, experimente o PC Decrapifier.

Atualize para o Windows 7: se seu notebook ainda roda o Windows XP ou o Vista, migre para o Windows 7 (se possível) para conseguir desempenho muito melhor. A Microsoft oferece uma ferramenta gratuita chamada Windows 7 Upgrade Advisor que ajuda a determinar se seu notebook pode ou não rodar o sistema. Talvez você tenha de fazer os upgrades de RAM (1 GB é o mínimo, mas recomendamos 2 GB) e HD que mencionamos.

Sim, sabemos que uma cópia do Windows 7 Home Basic custa mais de R$ 200, e que isso não é barato. E de fato, se você quer usar o notebook esporadicamente como uma máquina secundária ele pode não valer a pena. Mas se você pretende usar a máquina diariamente, tenha em mente que o Windows 7 já provou rodar bem mesmo em notebooks mais antigos e netbooks, e tem uma tonelada de novos recursos para conexão a redes, organização de documentos, segurança e mais.

Experimente o Linux: quer um sistema operacional leve, seguro e grátis? Experimente uma das muitas versões (ou “distribuições) do Linux disponíveis. Para os iniciantes recomendamos o Ubuntu, a distribuição mais popular na atualidade.

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Ubuntu: uma das distribuições Linux mais populares da atualidade

Ele não só é fácil de instalar, como vem com quase todo software de que você pode precisar no dia-a-dia, como navegador, pacote office, media player, editor de imagens e mais. E se você quer apenas experimentar em vez de migrar, pode instalá-lo lado-a-lado com o Windows ou rodar o sistema a partir de um pendrive ou CD sem instalar nada no HD de seu notebook. Já dissemos que é grátis?

Outra alternativa é o Jolicloud, um sistema operacional também baseado em Linux que combina serviços na “nuvem” (como o Google Docs) com aplicativos locais, dando ao usuário o melhor dos dois mundos. O conceito (tirar o máximo proveito de serviços online) é similar ao do Chrome OS, mas a implementação é menos radical já que você ainda pode instalar programas e usá-los mesmo quando seu computador estiver offline.

O Jolicloud foi desenvolvido para netbooks, então roda bem em notebooks mais antigos e com menos poder de processamento. E assim como o Ubuntu, pode ser instalado lado-a-lado com o Windows, ou executado a partir de um CD ou pendrive se você quiser experimentar.

E o que fazer com um notebook antigo?

Há várias formas de reaproveitar uma máquina. Você pode deixá-la de prontidão como um “backup” para quando seu PC falhar, colocá-la na cozinha para ler receitas e notícias na hora do café, dar para as crianças se divertirem com vídeos do YouTube e joguinhos, doá-la para caridade e muito mais.

Recentemente transformei um velho notebook que tinha uma bateria morta, teclado com mau-contato e monitor que não funcionava em um desktop simples. A máquina fica numa mesa ligada à tomada (dispensando uma bateria nova), com um teclado e mouse sem fio e ligada a um monitor de 19”.

Com um processador Intel Core 2 Duo de 2 GHz, 2 GB de RAM e 120 GB de espaço em disco, ela é mais do que suficiente para navegar na web, editar texto, assistir vídeos no YouTube e rodar jogos simples (Spelunky é um sucesso com as crianças). E como eu já tinha monitor, teclado e mouse em casa, o único custo foram os pentes de memória. Bem melhor do que jogar o computador fora.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Espero que sim...

Veja como serão os notebooks do futuro

(http://pcworld.uol.com.br/noticias/2010/07/14/veja-como-serao-os-notebooks-do-futuro)
Computerworld / EUA
16/07/2010
Brian Nadel

Selecionamos 11 modelos de computadores, entre notebooks, netbooks, tablets, e-readers e smartbooks que estão em desenvolvimento.

Cansado de designs que fazem todos os notebooks serem basicamente iguais? Você não está sozinho. Um grupo de bravos designers e engenheiros está fazendo algo sobre a “síndrome de monotonia” que atinge o design de portáteis. Eles estão trabalhando em conceitos revolucionários que não apenas são impressionantes como também apontam novas maneiras para trabalhar e jogar, onde quer que você esteja.

Da mesma forma que exposições de automóveis nos dão uma ideia de qual será a próxima grande tecnologia automotiva, conceitos e protótipos fornecem uma bola de cristal para ver o que o amanhã pode guardar para mobilidade. “Designs-conceito nos permitem esticar nossa imaginação e perguntar ‘e se’”, diz Murali Veeramoney, chefe do programa de conceitos de computadores da Intel em Santa Clara, CA. “Eles nos ajudam a enxergar o futuro da computação.”

Prepare-se para uma revolução no campo de design de notebooks, incluindo modelos com várias telas ou teclados removíveis, assim como computadores que podem ser dobrados em diferentes formatos ou até enrolados quando não estiverem em uso. E que tal um notebook que possa ser recarregado sem precisar ser plugado à tomada? Até mesmo a definição de “notebook” está mudando, com linhas se confundindo entre os tradicionais notebooks, netbooks, tablets convertíveis, tablets no estilo iPad, smartbooks, e-readers, computadores ultraportáteis e outros aparelhos móveis com acesso à Internet.

Há alguns anos dei uma olhada em que tipo de notebooks poderíamos estar usando em 2015, mas eles exigiam uma ou duas tecnologias ainda não existentes para se tornar realidade. Em contraste, os 12 designs inovadores de notebooks que mostramos aqui – incluindo alguns computadores realmente funcionais – são em sua maioria produzíveis dentro dos próximos dois anos.

“Telas flexíveis, carregamento sem fios, computadores que podem ser enrolados – está tudo chegando nos próximos dois anos”, diz Leslie Fiering, vice-presidente de pesquisa na Gartner. “Os designers estão cada vez mais criativos e inovadores.”

Pronto? Então vamos dar uma espiadinha no futuro não tão distante.

Quatro telas, nenhuma espera
E se o seu próximo notebook tivesse duas, três ou até quatro telas, todas capazes de tornar sua experiência de computação mais agradável e eficiente? Essa é a ideia por trás do Tangent Bay, criado pelo grupo de protótipos de Veeramoney na Intel.

Um computador totalmente operacional que mostra um noco conceito quanto a telas, o Tangent Bay possui uma proeminente tela principal de 15.6 polegadas, com três telas auxiliares de 3.5 polegadas OLED sensíveis ao toque, normalmente utilizadas em telefones celulares, logo acima do teclado.

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Três pequenas telas auxiliares aparecem acima do teclado do Tangent Bay.

Essas telas auxiliares podem ser dedicadas para tarefas específicas de modo que a tela principal não fique lotada com uma grande quantidade de painéis e menus. Elas são boas para tudo, desde de mostrar um lembrete ou rodar um feed RSS para mostrar a hora ou o menu do Photoshop. Com um pouco de programação, diz Veeramoney, você pode até guardar seus Gadgets do Windows 7 por lá. Pessoalmente, eu usaria as telas menores para monitorar meu e-mail e sites favoritos sem amontoar a tela principal.

“Chame de multitarefa extrema, mas as pessoas têm muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo”, explica Veeramoney. “Se você quer trazer alguma delas para a tela principal, apenas dê um toque para cima. O toque é um conceito muito eficaz para nós.”

Quando o Tangent Bay foi apresentado no Intel Developer Forum em San Francisco, nos Estados Unidos, no ano passado a resposta foi enorme. As pessoas entenderam logo de cara e viram que as várias telas podem manter à frente e centralizados inúmeros pedaços de informação sem sobrecarregar o usuário.

Com um processador interno de voltagem ultra baixa, o Tangent Bay tem quase a mesam espessura dos notebooks corporativos mais conhecidos no mercado atual, mas é um pouco mais pesado em razão das telas extras. A melhor parte é que esse sistema não exige nenhuma nova tecnologia ou avanços de engenharia e poderia ser produzido hoje.

“O objetivo do nosso trabalho é a comercialização”, diz Veeramoney, apesar de restrições comerciais proibirem que ele fale sobre quaisquer planos que a Intel possa ter de trazer essa tecnologia para o mercado.

Normalmente, esses protótipos são examinados por muitos fabricantes, que pegam pedaços e ideias e os incorporam em seus produtos. O Tangent Bay provavelmente não verá a luz do dia como um modelo único, mas provavelmente idéias vindas dele vçao aparecer em vários notebooks futuros de diferentes fabricantes.

Transformer
O conceito Prime de Kyle Cherry leva as telas um ou dois passos à frente. O Prime foi desenvolvido para ser o melhor notebook para games com três telas grandes; e ele pode ser colocado em um gabinete pequeno e portátil para viagem.

“Eu queria algo que pudesse mudar de pequeno para grande, dependendo do que você tivesse que fazer”, diz Cherry, um designer industrial independente que mora em Seattle. “O Prime oferece o melhor dos dois mundos.”

Atualmente nada mais do que uma imagem CAD, o Prime seria feito de seis "asas" de alumínio – três com telas, um com um teclado mecânico, e duas superfícies vazias para armazenar eletrônicos. Alguns dos painéis do Prime são flexíveis, e os outros podem deslizar um para cima do outro. Como um brinquedo Transformer, ele pode ser transformado em várias configurações diferentes, cada uma com uma personalidade distinta.

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O Prime foi desenvolvido com versatilidade em mente.

Se você quer um notebook de tela grande, o Prime pode ser desdobrado para criar uma tela composta de 22 polegadas, com uma proporção ampla de 32:10. Você também pode dobrar as telas laterais e usar apenas a tela central de 15 polegadas que possui uma proporção tradicional de 4:3. Ou rearranjar os painéis para criar um enorme tablet sensível a toque com um amplo espaço de trabalho. Quando é hora de ir embora, todos os painéis se dobram para ficar com o tamanho de um tradicional sistema de 13 polegadas. As várias telas possuem um ponto negativo: em qualquer lugar que duas telas se encontrarem, haverá uma fina faixa preta entre elas, o que pode ser algo distrativo.

Dentro do Prime há espaço para um par de processadores e o tipo de GPU (processador de vídeo) visto apenas nas melhores estações de trabalho móveis. O revestimento de alumínio do Prime vai ajudar a dissipar o calor de seu hardware sem sobrecarregá-lo com muitos ventiladores. “Ele será razoavelmente grosso, mas também uma estação de trabalho portátil monstruosa, pronta para tudo”, diz Cherry.

Até agora, nenhum fabricante de notebooks se prontificou a fabricar o Prime, mas ele é “produzível” hoje sem a necessidade de qualquer inovação tecnológica. Cherry imagina que o uso do alumínio vai manter o peso abaixo dos 2,2kg – bastante otimista se pensarmos em todas as telas envolvidas. Também otimista é o seu preço-alvo: US$3.000.

Dobre aqui
Em contraste o conceito do notebook Airo Origami, da Asus, é "o mais fino que puder". Quando fechado, o Airo Origami se parece com um laptop convencional, mas com uma borda frontal e um perfil triangular. Em vez de possuir uma tampa de tela dobradiça com um teclado fixo embaixo, o sistema possui quatro partes principais que se movimentam de forma independente.

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O teclado do Airo Origami sobe um pouco à medida que a tampa é aberta, deixando uma abertura para ventilação.

Como o nome implica, dobrar é o conceito chave aqui. É uma maravilha ao fechar, parece um balé mecânico quando as peças estão entrando em seus lugares.

O Airo Origami pode “sentar” como um notebook tradicional com tela vertical ou ser dobrado de forma plana como um tablet em cima de uma mesa. Desenvolvido para encorajar a colaboração, dois ou mais sistemas podem ser ligados em posição vertical ou dobrados de maneira plana para que os usuários possam cooperar em um projeto, frente a frente em uma mesa.

A Asus produziu um modelo experimental do design que estava pronto para produção no final do ano passado, mas desde então decidiu não fabricar esse notebook único, afirmando que a companhia poderia entregar muitos dos recursos do Airo em seus laptops mais conhecidos por um preço menor.

Dobrar também domina um aparelho futurista “ultramóvel” chamado Multi-Fold que está sendo patenteado pela Qualcomm. O sistema é composto de três painéis de exibição, como um tríptico que pode ser arranjado para entregar diferentes personalidades de computação.

Ele pode ser um tablet de espaço de trabalho bastante amplo, um notebook amigável a viagens com uma tela “extra-alta”, ou, à noite, um aparelho com uma tela que parece muito com um despertador. Nenhuma palavra sobre tamanho ou peso, mas não há nada nele que não possa ser produzido hoje.

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O Multi-Fold pode ser dobrado em várias configurações.

Ele possui um grande ponto negativo: ausência de um teclado mecânico. Em vez disso, uma das telas pode ser usada como um teclado virtual. Apesar de isso ter a vantagem de potencialmente ajustar as teclas do tamanho e formatos exatos que você quiser, esta tecnologia não possui a resposta e a sensação tátil de uma tecla mecânica se movendo sob a pressão de um dedo.

A chave para computação
Mas e se o teclado pudesse ser escondido e puxado apenas quando preciso? Essa é a ideia por trás de um protótipo de smartbook que foi desenvolvido como parte da competição SCAD Design Challenge, da Freescale Semiconductor.

Criado em colaboração com a College of Art and Design, da Universidade Savannah, o protótipo possui um par de teclados removíveis que ficam ao lado da tela. Você segura o aparelho com as duas mãos e usa seus polegares para digitar e-mails, posts de blog e notas rápidas no Twitter.

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Dois painéis removíveis foram criados para digitação com polegares no protótipo SCAD.

“Ele combina ideias de telefones e notebooks para criar uma experiência Web mais atraente”, afirma o chefe de marketing para smartbooks na Freescale, Steve Sperle. O SCAD é uma estrutura estática criada para testar como as pessoas reagiriam ao design, mas poderia ser produzida amanhã sem a necessidade de nenhuma tecnologia nova. Com uma tela central de 7 polegadas, ele não vai substituir um notebook, mas com seu design mais fino é um aparelho para se levar a qualquer lugar – uma espécie de um pequeno iPad com um teclado de verdade.

“O desafio é tornar o teclado fino o bastante sem sacrificar a sensação das teclas”, diz Sperle.

Deslizando
Parecendo um enorme telefone celular com teclado deslizante, o Slider de Sean Bovee é um computador portátil com uma tela sensível a toque de 9 polegadas e um teclado mecânico que sai debaixo da tela.

“O Slider foi criado a partir de frustração”, explica Bovee, um designer industrial independente que mora em Atlanta, nos EUA. “Por que nós não podemos ter uma pequena máquina com força suficiente para rodar programas que queremos e versatilidade para qualquer situação?”

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No Slider, é possível deslizar a tela para utilizar o aparelho como um tablet.

Com 24cm por 12,7cm por 2,5cm, o Slider foi projetado para ser pequeno suficiente para caber em um bolso de um casaco ou mochila, mas poderoso o bastante para fazer o que você precisa. Sem ser um telefone celular de verdade, o aparelho é equipado com um processador de 1.5GHz que o habilita para fazer e receber chamadas VoIP assim como streaming em alta definição de vídeo e vídeo chats em sua tela OLED, segundo Bovee. A bateria do Slider poderia aguentar entre 4 e 7 horas com uma carga.

O design pede por um teclado QWERTY completo para digitação com os polegares ou por toque, mas existe um obstáculo. Algumas das teclas no centro do teclado precisam ser divididas ou diminuídas de tamanho para acomodar a emenda entre as telas. Em outras palavras, usar as teclas 7, Y, H e B pode ser estranho.

Veeramoney e seu grupo na Intel construíram um protótipo similar, chamado UrbanMax, e o mostraram no Intel Developer Forum, realizado em Taiwan, em 2008. A grande diferença é que o UrbanMax possui uma tela maior, de 11 polegadas, sendo um pouco menos portátil do que o Slider.

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Mooly Eden, da Intel, transforma o UrbanMax de tablet em notebook.

Tudo o que é necessário para produzir o Slider ou o UrbanMax existe atualmente. Apesar de Bovee dizer para mantê-lo fino (slim), o Slider exige um gabinete de alumínio e a divisão dos eletrônicos do sistema entre sua base e tampa da tela. Apesar de ter recusado estimar o preço, Bovee disse que seria mais caro do que um sistema convencional com um gabinete de plástico.

Enrole o computador
Não pude resistir em incluir um design de conceito que não está realmente pronto para o grande público: o Rolltop, um computador móvel que é diferente de tudo que você já viu. De acordo com o designer Evgeny Orkin, “a ideia era fazer um computador que pudesse ser enrolado e dobrado em diferentes configurações. Flexibilidade é o meu objetivo.”

Quando é transportado, o Rolltop parece um cilindro com o tamanho de um rolo depapel toalha com um fecho para evitar que desenrole no caminho. Quando é hora de trabalhar ou jogar um game, o sistema é desenrolado como um tapete, revelando um tablet touch-screen de 17 polegadas com uma uma caneta (stylus) para escrever e desenhar.

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Use o Rolltop como um notebook ou tablet e depois enrole-o para ir embora.

Alternativamente, a parte superior desse sistema pode ser dobrada em um ângulo de 110 graus e travada nesse lugar. Isso o transforma em algo que lembra um notebook tradicional com uma tela de 13 polegadas no alto e um teclado on-screen embaixo.

O segredo para a “rolabilidade” do Rolltop é que ele não possui uma tela de vidro rígido, um case sólido ou uma placa mãe que integra todos os componentes eletrônicos. Em vez disso, sua tela de plástico flexível possui uma série de tiras estreitas na parte traseira.

As portas, alto-falantes e adaptador de força estão abrigados em um cilindro no qual todo o sistema é enrolado quando você está pronto para cair na estrada. Também existe um suporte removível na parte traseira para usá-lo como um monitor, assim como uma correia para transportar o computador enrolado.

“Eu imagino que vai demorar uns dois anos antes que você possa ver algo como isso em uma loja de informática”, diz Orkin.

Por ser tão inovador, o Rolltop está a um ou dois passos de realmente ser produzido. O elemento que falta é a tela superflexível, mas tem havido muita ação nessa área ultimamente – em especial com e-readers como o vindouro Skiff Reader.

Em vez de uma moldura firme, a tela desse e-reader usa uma chapa traseira fina, flexível e inoxidável que pode ser dobrada em um formato de “U” sem rachar ou quebrar.

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A tela de 11,5 polegadas do Skiff Reader é um passo em direção a tela ultraflexível para criar o Rolltop.

É um começo, mas não vai dobrar o suficiente para ser usada no Rolltop. Além disso, a tela de 11,5 polegadas, produzida pela LG Display, é monocromática e, por isso, não vai mostrar cores – apesar de que elas devem chegar dentro de poucos anos.

Um grande passo à frente é a tela OLED flexível colorida da Sony, que é fina o suficiente para ser enrolada em volta de uma haste da grossura de um lápis. Até agora, a maior tela que a Sony mostrou tem apenas 4.1 polegadas, com resolução de 432x240 pixels, por isso ainda é necessário um pouco de desenvolvimento antes que ela possa ser usada no Rolltop. De maneira parecida, uma tela LCD colorida altamente dobrável desenvolvida por um consórcio de companhias japonesas de tecnologia está atualmente limitada ao tamanho de telas de telefones celulares.

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A tela da Sony pode ser enrolada em um lápis, mas ainda é muito pequena.

Apesar disso, com os constantes avanços dessas e de muitas fontes, como PARC, E-Ink e Plastic Logic, telas totalmente flexíveis do tamanho de um notebook devem chegar nos próximos anos.

Deixe o teclado em casa
Mostrado pela primeira vez no evento Consumer Electronics Show, realizado em janeiro de 2010, o smartbook SABRE, da Freescale, é um sistema crossover que funciona como um tablet de 7 polegadas "pra viagem" e um pequeno netbook com teclado para uso em casa.

A chave para o seu design é uma "docking station" no teclado que carrega a bateria do sistema e o conecta a recursos locais como impressoras e discos rígidos externos.

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Smartbook SABRE: tablet na rua e netbook em casa.

“Nossa pesquisa mostrou que as pessoas queriam um aparelho menor do que um notebook, mas maior do que um telefone celular”, diz Sperle da Freescale. “O SABRE é esse computador”. SABRE significa Smart Application Blueprint for Rapid Engineering. É um sistema completo pronto para produção.

Com 370 gramas e cerca do tamanho de uma pequena pilha de cartões de arquivos de 5 por 7 polegadas, é bem menor que um netbook típico nos dias atuais. Mas com um processador ARM Cortex A8, não economiza no poder de processamento.

Além de uma bateria que dura por sete ou oito horas de trabalho, segundo Sperle, o SABRE oferece habilidades instantâneas assim como todos os recursos que você espera, como 64GB de armazenamento em memória flash, portas USB e uma câmera de 3 megapixels.

Um tablet por criança
Apesar de muitas pessoas terem ficado impressionadas com a habilidade da organização One Laptop Per Child (OLPC - Um Laptop por criança) de fabricar e vender seus notebooks educacionais XO por cerca de 200 dólares cada, seu design era um pouco sem graça. Um tablet seguinte, o XO 2.0, nunca chegou a ser produzido, mas agora a OLPC está trabalhando em seu sucessor, o XO-3.

Esse design de tablet troca o tradicional teclado mecânico por uma tela multitoque de 9 polegadas – uma “única lâmina de plástico flexível”, de acordo com a OLPC – para escrever ou digitar com uma caneta especial. O primeiro protótipo, programado para setembro deste ano, terá uma tela de vidro, mas o objetivo é que o produto final seja 100% plástico inquebrável, de acordo com o fundador do projeto, Nicholas Negroponte.

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O XO-3 leva o fino para um novo nível.

Outros recursos esperados incluem feedback tátil, uma tela dual-mode que possa ser vista tanto em ambientes internos e na luz do sol, e uma alça única para transportar o tablet entre as aulas. É uma previsão extremamente otimista, mas o grupo afirma que o XO-3 vai custar apenas US$75 e chegará às lojas em 2012.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Boas idéias

Cinco passos para evitar problemas com os notebooks corporativos

(http://cio.uol.com.br/tecnologia/2010/07/08/cinco-passos-para-evitar-problemas-com-os-notebooks-corporativos)
CIO/Alemanha
Publicada em 08 de julho de 2010 às 13h05

Com o intuito de evitar o vazamento de informações confidenciais, a equipe de TI precisa tomar alguns cuidados com os equipamentos móveis dos profissionais

Durante o mês de julho, muitos executivos tiram férias. Contudo, mesmo em viagem boa parte deles faz questão de levar o notebook corporativo, com o intuito de se manter de alguma forma conectado à empresa. O problema, no entanto, é que esse tipo de comportamento traz uma série de riscos à segurança da informação.

A área de TI precisa não só estar ciente de todos os riscos que a mobilidade dos funcionários pode trazer como deve antecipar-se aos problemas de vazamento de informações e de segurança. A seguir, seguem cinco passos que o departamento de tecnologia deve seguir para evitar contratempos com os notebooks da empresa:

1. Realizar a atualização de todos os componentes do sistema. Antivírus, firewalls e outros aplicativos instalados no notebook devem estar com as versões e definições mais atuais possíveis.

2. Definir senhas robustas. Se memorizar combinações complexas de números, letras e caracteres especiais for algo muito difícil, a TI deve sugerir que o usuário crie senhas que usem combinações criativas. Um exemplo é pegar a estrofe de uma música e, depois, usar a primeira letra/algarismo de cada palavra para formar a senha.

3. Instalar software de localização de dispositivos. Notebooks, netbooks e tablets podem ser munidos de softwares que indicam com precisão, por meio de GPS (sistema de posicionamento global), onde estão os aparelhos.

4. Proibir o uso de pen drives. Vários vírus e programas de diversas finalidades obscuras entram nos sistemas por meio de memory sticks (pen drives). Assim, a TI não deve permitir que qualquer dispositivo desses seja inserido nas portas de comunicação dos notebooks.

5. Criar um manual de boas práticas. A TI deve dar algumas dicas para os usuários garantirem a segurança dos notebooks. Uma delas deve ser não deixar o notebook no quarto do hotel mas, sim, em um cofre. Outra recomendação é evitar que o equipamento fique exposto a altas temperaturas ou ambientes muito úmidos.

Por fim, o departamento de tecnologia deve explicar para os usuários que as redes públicas de acesso à internet contém uma série de riscos. Assim, só vale a pena acessar uma rede Wi-Fi se o usuários estiver ciente das configurações de segurança. Nos casos em que isso for inevitável, o funcionário não deve realizar transações confidenciais ou lidar com arquivos críticos nesses ambientes.