sábado, 19 de fevereiro de 2011

Power

Processador Xeon com 10 núcleos para servidores será lançado até junho

(http://pcworld.uol.com.br/noticias/2011/02/18/processador-xeon-com-10-nucleos-para-servidores-sera-lancado-ate-junho)
IDG News Service
18/02/2011
(Agam Shah)

Também chamado de Westmere-EX, chip da Intel sucede o modelo Nehalem-EX. Servidores com 8 soquetes poderão executar 160 threads ao mesmo tempo

A próxima geração de processadores Xeon com 10 núcleos voltado servidores chegará ao mercado ainda neste semestre, declarou um porta-voz da Intel na quinta-feira (17/2).

O chip, que também é chamado de Westmere-EX, sucede o modelo Nehalem-EX, que foi lançado no ano passado e incluia até oito núcleos. A companhia não quis comentar sobre a velocidade de clock, mas, com um número maior de núcleos e melhor latência, o novo processador deve ser mais rápido que a versão anterior.

Outro questão importante é que ele foi projetado para os servidores de alto desempenho como, por exemplo, de banco de dados, e que rodará em servidores com até oito soquetes, sendo cada núcleo físico capaz de executar duas threads, permitindo que os servidores executem 160 threads simultaneamente.

O chip também usa um soquete compatível com os processadores da geração anterior, o que tornará mais fácil para os clientes realizar um upgrade. "Dois sistemas de soquete executando Westmere-EX suportam até 2 TB de memória", afirmou a empresa.

O Westmere-EX será desenvolvido com o processo de fabricação de 32 nanômetros, melhor do que os Nehalem-EX de 45 nanômetros.

Os primeiros chips com a arquitetura Westmere foram lançados no ano passado para notebooks e desktops. Antes, a Intel lançou processadores para PC baseados em sua mais recente microarquitetura chamada Sandy Bridge. Os chips para servidores baseados na arquitetura Sandy Bridge ainda não estão disponíveis.

De acordo com a fabricante, a arquitetura Westmere inclui alguns novos recursos de segurança, como AES-NI (Advanced Encryption Standard-New Instructions) para desempenhos melhores de criptografia e decriptografia de dados. O recurso pode ajudar também a proteger dados em ambientes virtualizados.

Atualmente, a Intel concorre no mercado de chips para servidores e mercado com a fabricante Advanced Micro Devices (AMD), que no terceiro trimestre deste ano pretende lançar o processador Opteron de 16 núcleos, também chamado de Interlagos, que é baseado na nova arquitetura Bulldozer.


Bolos que nem dão vontade de comer

As melhores coberturas para bolos de aniversário nerds

Postado em 19 de fevereiro de 2011 em Curiosidades

Criatividade nerd é uma coisa que surpreende a todos em todos os momentos. Prova disso são os bolos com temas nerd que listei abaixo.

Só acho que faltou o do XBox 360, mas tudo bem… vamos dar essa chance, né?!

Yoda

yoda

Android

android

Wii

wii

Tux

tux

Raving Rabbis

raving rabbis

R2M5

R2M5

Pacman

pacman

Optimus Prime

optimus prime

Nintendo

nintendo

Mario Kart

mario kart

Super Mario

super mario 2

Super Mario II

super mario

Mac Mini

mac mini

Lego

lego

Laptop

lap top cake

Kindle

kindle

iPhone

iphone cake

Guitar Hero

guitar hero

Dungeon e Dragons

Dungeon e Dragons

Delorean – De volta para o futuro

delorean - de volta para o futuro

Apple Pie

apple pie


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Viver em Paz

Quatro guerras a serem evitadas no departamento de TI

(http://cio.uol.com.br/gestao/2011/02/14/quatro-guerras-a-serem-evitadas-no-departamento-de-ti)
Dan Tynan, da InfoWorld/EUA
Publicada em 14 de fevereiro de 2011 às 23h13

Conflitos dentro da área de tecnologia devem ser combatidos para evitar prejuízos e abrir as portas para a inovação e para a qualidade gerencial.

As batalhas enfrentadas por profissionais de TI são diárias: contra criminosos cibernéticos, hardware engessado, softwares cheios de bugs, usuários sem treinamento básico para operar seus níveis de sistemas e as demandas sem fim de outros departamentos dentro da empresa. Mas, apesar disso tudo, os conflitos que ocorrem dentro da própria área de TI ainda são os mais estressantes e perigosos.

O cenário é familiar para muitos: programadores e especialistas em infraestruturas entram em guerra para defender seus lados, analistas e gerência batem cabeça, administradores de sistemas brigam pelo controle da situação e todos querem que os homens da segurança os deixem em paz.

Segundo o CTO da consultoria Deloitte nos EUA, Mark White, os desenvolvedores criam a seu bel prazer, jogam em produção e esperam que o pessoal de operação se vire para fazer funcionar 24/7. "Os mesmos entram em conflito que os administradores de bancos de dados a não respeitam padrões mínimos de desempenho. E o pessoal de segurança sempre impõe barreiras à inovação”, avalia.

O gestor que enxerga essas guerras precisa se virar para transformar conflitos e tensões em produtividades. Não é tarefa fácil, mas alguns casos que já aconteceram no mercado podem ajudar.

1 – Profissionais de segurança contra todos.
Ex-funcionário da agência americana de inteligência CIA, Jon Heirmel tinha como trabalho garantir uma viagem segura das informações estratégicas entre diversas divisões da organização e vivia conflitos. Segundo ele, todos tinham a percepção de que sua área só sabia dizer não. “A luta era mostrar que, para apresentar um projeto, era necessário pensar muito do ponto de vista de segurança. Não era para impedir qualquer novidade”.

Atual funcionário de uma empresa de serviços gerenciados, Heirmel aponta um conflito clássico: o pensamento da área de segurança é de que os usuários não são confiáveis. E as negações constantes levam os funcionários a se cansarem da falta de diálogo e resolveerm fazer as coisas sozinhos, sem passar por segurança.

Heimerl relata um caso clássico, ocorrido em uma das 100 maioires empresas da revista Fortune: o departamento de marketing decidiu abrir um site voltado ao público sem nenhuma anuência da área de segurança. Resultado: nomes de usuários e senhas ficaram expostos e poderiam ter causado um desastre.

“Na consultoria, demoramos 17 minutos para ter privilégios administrativos e uma entrada livre na rede da empresa. Em 30 minutos estávamos mudando preços de produtos que eram vendidos no site”, afirma. Segundo Heirmerl, é por isso que os dois lados devem insistir no diálogo qualificado.

A boa notícia é que a computação em nuvem está reduzindo essas tensões. Muitos departamentos mudaram de atitude e começaram a agir proativamente, de forma a garantir a segurança na infraestrutura. “O departamento de segurança ideal deve ser um fornecedor de soluções. Deve ouvir demandas e encontrar a solução segura para elas, em vez de querer ditar o que pode ser feito”, avalia o CTO do laboratório Jet Propulsion (ligado à Nasa), Tomas Soderstrom.

2 – Operacional versus desenvolvimento
Esses dois lados em um departamento de TI brigam por uma razão simples: os desenvolvedores querem contar com muitos recursos, enquanto o operacional quer manter custos baixos. Segundo o CEO da consultoria de tecnologias inovadoras Open-First, Ted Shelton, o operacional acredita que seu trabalho é “fazer mais com menos e espremer os custos ao máximo”.

Shelton conta que se encontrou com um grande varejista online recentemente e este desperdiçava muitos dados sobre tendências de cliques para não gastar dinheiro com armazenamento. “Os desenvolvedores foram bons ao criar um método de coleta de dados, mas o trabalho foi jogado no lixo porque o operacional só pensou em custos”, relata Shelton. “Isso mostra também um grave sintoma: o de que a empresa ainda vê TI como um centro de custos e não como um departamento que pode dar real vantagem competitiva”.

Os desenvolvedores, no entanto, têm um pouco de culpa. “Eles não pensam, por exemplo, em construir aplicações de acordo com as realidades da rede”, diz o vice-presidente de marketing da NetScout systems, Steve Shalita. Mesmo assim, a rede continua a ser crucificada quando é prejudicada por aplicativos que a consomem vorazmente.

Outro grave sintoma surge: a TI ainda opera em feudos, que não sabem se comunicar eficazmente. “Houve um tempo em que os desenvolvedores tinham a liberdade de criar e a companhia que se virasse para ter uma infraestrutura que suportasse as aplicações. Hoje os desenvolvedores precisam pensar em trabalhar considerando o ambiente viável para evitar maiores conflitos”, diz Shalita.

3 – Administrador que quer super poderes
Para cada mil administradores de sistemas que trabalham duro e de acordo com boas diretrizes, existe um para abusar dos seus super poderes e usar o sistema da empresa para benefício próprio e até atividades criminosas.

Eles são minoria absoluta, mas representam um risco enorme. Heirmel relata um caso em que um administrador de uma grande empresa utilizava a infraestrutura do trabalho para vender equipamentos piratas de satélite. Ao ser demitido, resolveu se vingar apagando todas as chaves criptográficas das empresas, o que fez com que todos os funcionários perdessem o trabalho de três anos.

O administrador que fizer isso provavelmente entrará em uma lista negra do mercado e não conseguirá mais emprego. Mas é necessário se prevenir de tamanhos estragos, não entregando tanto poder nas mãos de uma única pessoa. “Planejar a distribuição de responsabilidades também é uma oportunidade de envolver diversas pessoas em decisões chave da empresa”, diz Shelton.

4 – Gerência de TI versus profissionais técnicos
Muitos profissionais técnicos não saberiam reconhecer o que é um processo crítico de negócios. Seus chefes, por outro lado, podem parecer verdadeiros ignorantes quando o assunto é tecnologia. Isso acontece tanto por falhas nas contratações quanto por falta de compreensão na área de TI do papel que um e outro possui.

Pratt relembra um episódio, nos anos 90, em que um chefe de tecnologia decidiu entregar um lote de monitores nos EUA sem testes adequados. “ A equipe de TI alertou sobre os riscos, mas não adiantou. O resultado foi que 80% dos monitores foram devolvidos por serem inadequados para certos ambientes”.

Por outro lado, Shalita ressalta que a maior parte das decisões dos CIOs não consideram tecnologia, mas sim retorno para os negócios. E isso nunca entra na cabeça dos excessivamente técnicos.

De acordo com o vice-presidente do fornecedor de serviços de TI Vision Computer Solutions, Peter Marsack, a culpa deve ser divida. “Esses conflitos ocorrem quando os egos se sobressaem ao objetivo final da empresa, à técnicas fracas de gestão, à falta de liderança e à falta de alinhamento dos profissionais de acordo com seu perfil. A única solução para esse conflito é conhecer a equipe e deixar com que os talentos brilhem nas posições corretas”.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Quebra um galhão......


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Agora é só escolher


Notícias [iPad]

Duelo de tablets: TouchPad x iPad x Xoom

Comparamos os principais recursos do novo tablet, que acaba de ser anunciado pela HP, com os rivais da Apple e da Motorola; saiba o que cada um oferece

Por PC World/EUA
10/02/2011- (Atualizado em 10 de fevereiro de 2011 às 16h39)

Olhando por fora, não há muita diferença entre o HP TouchPad, anunciado oficialmente ontem (9/2), o Motorola Xoom, que chega no final deste mês às lojas dos EUA, e o iPad, que foi lançado em abril de 2010 e atualmente é o líder do mercado de tablets. Mas se você for além dessas telas, de cerca de 10 polegadas, encontrará diferenças significativas.

Quanto às medidas físicas e peso, o TouchPad é quase idêntico ao iPad; seu tamanho (9,7 polegadas) e resolução de tela (1024x768 pixels) também são iguais às especificações do iPad. Já o Motorola Xoom possui uma tela um pouco maior, com 10,1 polegadas, e resolução idem, de 1280x800 pixels, tornando-o um pouco maior, mas com o mesmo peso.

O TouchPad trabalha com um rápido processador Snapdragon dual-core, da Qualcomm. O Xoom também é dual-core, com um processador Tegra 2, da Nvidia. Apenas o iPad roda com apenas um núcleo, o processador A4 (customizado pela Apple). Além disso, o iPad também possui meno memória RAM, com 256 MB, enquanto o TouchPad e o Xoom oferecem quatro vezes mais memória (1 GB cada). Os processadores "rapidinhos" devem ajudar os tablets a abrir e rodar aplicativos de maneira mais rápida, enquanto que possuir mais memória RAM auxilia a multitarefa (mas essas duas melhorias devem diminuir a vida de bateria, vale lembrar).

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Modelo original do iPad chegou ao Brasil apneas oito meses após lançamento nos EUA

Enquanto o TouchPad será lançado em versões de 16 GB e 32 GB de armazenamento, quem quiser comprar o Xoom terá apenas a opção de 32 GB. O iPad é o que possui mais opções dos três, tendo modelos de 16 GB, 32 GB e 64 GB. Por outro lado, apenas o Xoom oferece armazenamento expansível via um cartão SD.

Inicialmente o TouchPad terá suporte apenas para conexões Wi-Fi, com uma versão 3G chegando depois. Já a Motorola fará o contrário com o Xoom, que terá no começo apenas uma versão 3G, com a Wi-Fi sendo lançada em seguida. O iPad já possui os dois modelos no mercado.

O TouchPad possui apenas uma câmera frontal para videochamadas. Já o Xoom terá duas câmeras (uma frontal e outra traseira), enquanto o iPad não tem. O tablet da Apple também não possui alto-falantes estéreo e um giroscópio, recursos presentes nos rivais.

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Motorola Xoom deve ter preços a partir de 800 dólares no mercado norte-americano

Outras atrações dos concorrentes do iPad: o TouchPad pode ser carregado via wireless (sem cabo) com um acessório separado, e o Xoom possui saída para vídeo HD.

Mas o grande diferencial entre esses tablets está no sistema operacional. O TouchPad será o primeiro tablet a rodar o WebOS, o sistema operacional que a HP adquiriu quando comprou a Palm no ano passado. Dessa forma, o aparelho da HP empregará a mesma metáfora “card-stack” (empilhar cartas) encontrada nos smartphones da Palm para organizar os aplicativos. Essa interface parece ainda mais à vontade na tela maior de um tablet. Até o momento, ouvimos falar de poucos detalhes sobre mudanças no sistema para o tablet, e nenhum "testador" colocou suas mãos nele ainda.

O Android 3.0, também chamado de Honeycomb, no Motorola Xoom, também é uma novidade. O sistema é o primeiro Android desenvolvido especificamente para tablets e traz vários novos elementos de interface nunca vistos antes em smartphones com o sistema da Google.

Por último, o iOS no iPad (que deve receber uma atualização em breve) é conhecido por qualquer pessoa que já tenha usado um iPhone ou iPod Touch.
Em razão de seu início avassalador, o iPad é o que possui a maior quantidade de aplicativos disponíveis (mais de 60 mil até o fechamento desta reportagem). Presumivelmente, apenas uma pequena quantidade de programas estará disponível para o TouchPad e o Xoom em seus respectivos lançamentos. É claro, ambos provavelmente poderão rodar apps desenvolvidos para smartphones com WebOS ou Android, mas a experiência com o próprio iPad já mostrou que rodar softwares de smartphone em um tablet geralmente não é algo satisfatório.

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Novo tablet da HP foi apresentado junto com dois smartphones da empresa que também usam o sistema WebOS

Talvez a questão mais importante ainda não respondida é quanto esses novos aparelhos custarão. Você pode comprar um iPad por 499 dólares nos EUA (ou a partir de 1.650 reais no Brasil). Rumores iniciais apontam que o Xoom deve começar em 800 dólares no mercado americano; a HP ainda não anunciou nada sobre o preço do seu aparelho.

Finalmente, não vamos esquecer que o iPad já tem um ano “de idade”, e deve receber uma atualização a qualquer momento. Isso significa que quando chegarem ao mercado, o TouchPad e o Xoom não terão de brigar apenas com o iPad, mas também com um renovado iPad 2.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Agora estamos indo para o caminho certo

Empresas trocam planilhas tradicionais por soluções avançadas

(http://cio.uol.com.br/gestao/2011/01/21/empresas-trocam-planilhas-tradicionais-por-solucoes-avancadas)
Computerworld/EUA
Publicada em 21 de janeiro de 2011 às 07h00

Quem ousou agora desfruta de benefícios como criar, atualizar e visualizar dados de negócios em tempo real, sem as antigas limitações, no modelo de software como serviço.

Até alguns anos atrás, a divisão norte-americana da companhia de manufatura Thule seria considerada uma empresa “orientada por planilhas de cálculo”. Essa é a avaliação do vice-presidente de finanças da corporação, Mark Cohen.

Segundo o executivo, a empresa mantinha uma pessoa para manter todos os dados na planilha devidamente atualizados, incluindo despesas departamentais que delineavam os custos de tocar a fábrica. “No entanto, frequentemente demorava uma semana para consolidarmos algumas informações relativas a toda a companhia. E geralmente os gerentes nunca tinham acesso à planilha final, sem todas as informações consolidadas” diz Cohen.

Esse quadro se tornou inaceitável para uma das operações da empresa, que emprega 400 pessoas na produção de produtos como racks para carros e bicicletas. “Realizar orçamentos precisos e previsões são coisas importantes para nós. Somos uma companhia sazonal, razão pela qual precisamos ter um produto pronto para não perder a venda para o concorrente”, diz.

Frustrado, Cohen abandonou o software tradicional de planilha de dados em 2008 para migrar para uma solução no modelo de software como serviço (SaaS) da empresa norte-americana Host Analytics. Denominado Host Analytics Budget, a ferramenta passou a apoiar um processo de colaboração em tempo real na formação da base de dados e o acesso móvel que a equipe precisava.

Agora os usuários conseguem criar, editar e visualizar dados de negócios em tempo real, além de gerar relatórios por meio do browser, que mostra ao usuário as coisas que ele pode realizar na ferramenta de acordo com seu nível de autorização. O pacote recebe dados de orçamento automaticamente do ERP da companhia e pode ser exportado para o formato de planilha, se necessário, para que usuários consigam compartilhar informações com seus colegas. O preço da ferramenta se inicia em 250 dólares por mês.

Dados mais confiáveis
Cohen afirma que a natureza colaborativa da ferramenta aprimorou o tempo de resposta, precisão e responsabilidades nos relatórios de sua divisão porque cada pessoa é responsável por adicionar seus próprios dados. “95% das nossas planilhas se foram e já eliminamos o atraso no recebimento de relatórios mais críticos. Nossos líderes de negócios também têm a consciência de que hoje contam com dados mais precisos e atualizados”, diz.

A frustração de Cohen com as planilhas não é um caso único. À medida que tomadores de decisão se tornam mais colaborativos e as forças de trabalho crescem de forma mais distribuídas e globais, as tarefas de compilar planilhas, mandar e-mail para colegas com dados e atualizar manualmente parece antiquado. Para piorar, as planilhas são muito mais sujeitas a erros de usuários, o que pode causar problemas para as companhias, especialmente as que sofrem forte regulação.

Alguns softwares de planilhas já adicionaram recursos para a aceitação de alimentação de dados em tempo real, mas essa solução não resolve a questão de atualizações múltiplas por funcionários, individualmente, que não estão necessariamente seguindo uma agenda regular de atualização. A solução é realmente ir atrás de novas soluções ou, ao menos, adicionar ferramentas de terceiros na planilha para apoiar compartilhamento, visualização e geração de relatórios.

O analista da consultoria da California Ventana Research, Rob Kugel, afirma que suas pesquisas indicam que nove em cada 10 pessoas usam planilhas quase o tempo todo para realização de tarefas analíticas. “Eles também usam outras ferramentas, mas a planilha é o meio mais usado para negócios gerais, situação estabelecida desde 1980”, afirma. “Isso significa que o grande problema das planilhas é que elas estão muito difundidas e aculturadas”.

O analista da consultoria Nemertes Reserach, John Burke, concorda. “Planilhas são consideradas canivetes suíços da análise de dados, mas possuem sérias limitações. E surgem no mercado diversos pacotes de gestão de projetos ou de análise de dados de alto nível que buscam preencher isso.”

O presidente da franquia da liga de desenvolvimetno da NBA Utah Flash, Drew Sellers, era outro executivo frustrado com as limitações da ferramenta. “Usávamos para registrar compradores de ingressos para toda a temporada que estava em apenas um computador. Algumas vezes, as pessoas deixavam post-its ou e-mails com atualizações na planilha, um sistema totalmente ineficiente, que podia levar a perda de registros”, afirma.

Como consequência, Sellers nunca sabia dizer com confiança se todas os compradores de ingressos para a temporada tinham recebido contato para renovar isso para a próxima temporada, porque os dados estavam muito sujeitos a erro humano. “É cinco vezes mais caro conquistar um novo cliente do que retê-lo. Então, tivemos de consertar esse processo usando CRM”, diz.

Sellers escolheu o SugarCRM, baseado na web e também no modelo SaaS. Os times de vendas e executivos ganharam acesso e passaram a atualizar status dos clientes em tempo real. O processo ganhou muito mais agilidade.

Resistência dos usuários
A grande dificuldade que pode surgir nas empresas que querem realizar uma transição das ferramentas é a resistência dos usuários que já usam planilhas. De acordo com a consultora líder da área de BI da KPMG nos Estados Unidos, Linda Imonti, as empresas precisam entender que “o uso de planilhas não será banido. O que acontece é que ferramentas vão entrar na companhia para somar e serem efetivas em tarefas mais específicas”, ela disse.

Linda aconselha a área de TI e os líderes de negócios a educarem os usuários que ferrametnas como Business Intelligence, CRM e sistemas de gestão de projetos não são tão caros, complexos e gigantes como eram no passado. Em vez disso, muitos são baseados em SaaS, intuitivos, rapidamente implementáveis e fáceis de usar e administrar.

Planilhas em SaaS
A empresa norte-americana BrightRool, da área de anúncios online em forma de vídeo, tinha consciência de todos os problemas que rondavam o uso de planilhas tradicionais. Para se livrar do software engessado, a solução foi curiosa: escolheram uma ferramenta de planilha baseada em SaaS chamada Smartsheet, mais adequada às necessidades da companhia.

Com a solução, os usuários passaram a contar com o mapeamento dos projetos, da concepção à finalização, anexando documentos, notas e outros tipos de mídia relevantes. O acesso baseado em papel garante que somente usuários autorizados façam mudanças, enquanto outros podem ver o status do projeto ou informações pertinentes em tempo real a partir de um browser. O sistema foi fundamental para processos da auditoria, envolvendo orçamento e entrega. Além disso, um software de alerta notifica sobre prazos se aproximando ou vencendo.

A característica de colaboração, na qual todos contam sempre com o mesmo arquivo, também foi uma solução para uma empresa onde todos trabalham de forma remota.

A solução foi usada para fazer o planejamento de 2010 da companhia, com planejamento, orçamento e calendários, com sucesso, segundo o vice-presidente de marketing da BrightRool, Daryl McNutt. Além disso, o custo é menor, com uma licença mensal de 149 dólares mês, para 25 usuários que podem criar planilha e número ilimitado de editore e visualizadores. “Mas funciona da mesma forma que as planilhas tradicionais e não demanda treinamento”, ressalta McNutt.