quarta-feira, 24 de junho de 2015

Eu quero

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Lenovo lança PC portátil em forma de pendrive por US$130

PC World / EUA
23 de junho de 2015 - 14h30
Com lançamento previsto para julho, aparelho roda o Windows 8.1 e terá upgrade gratuito para o novo Windows 10 a partir de 29/7.
Autor da Foto
A Lenovo está entrando no mercado de PCs minúsculos, com um preço mais baixo como grande diferencial.
Por 129 dólares, o Lenovo Ideacentre Stick 300 custa 20 dólares menos do que o Intel Compute Stick, que começou a ser vendido em abril – o aparelho da Lenovo chega em julho.
Além do preço e de algumas pequenas diferenças estéticas, esses dois PCs minúsculos são quase idênticos. Ambos se conectam a qualquer monitor ou TV via HDMI, e os dois contam com um processador Intel Atom Z3735, 32GB de armazenamento, 2GB de RAM, uma entrada para cartão MicroSD, portão USB 2.0, Wi-Fi 802.11, e Bluetooth 4.0.
Vale notar que os dois produtos rodam o Windows 8.1, com um upgrade gratuito para o Windows 10 a partir de 29 de julho.

No entanto, os usuários precisarão fornecer seu próprio teclado e mouse, apesar de a Intel agora oferecer um aplicativo gratuito para controlar qualquer PC a partir de um smartphone Android.
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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Legal - Olhar digital

11 páginas de 404 que valem o erro


Por Redação Olhar Digital - em 05/06/2015 às 13h27 :: Palavras-chave: Internet

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/olhar2013/http://olhardigital.uol.com.br/noticia/11-paginas-de-404-que-valem-o-erro/48969
Acessado em 08/06/2015 às 09:32:42 © 2005 - 2013 Olhar Digital - Todos os direitos reservados

Quem navega pela internet invariavelmente se depara com o erro 404, aquele que surge quando o servidor não consegue mostrar o arquivo solicitado. O mais comum é o 404 aparecer quando a página visitada não existe mais, mas ele também pode significar falhas de comunicação ou uma configuração que propositalmente proíba o visitante de acessar o conteúdo em questão.
Seja lá qual for o motivo, é fato que, se ainda não viu, todo internauta uma hora ou outra acaba topando com o tal erro. E a incidência é tão grande que muitos sites personalizam a página de resposta para que ela mantenha seus usuários entretidos. O The Next Web listou 11 sites em que, dependendo do humor do visitante, o erro 404 pode interessar mais do que o conteúdo procurado. Confira:
1) Diagrama de Venn
A magnt decidiu usar um gráfico para explicar o que é a área do 404. Veja.
2) Cachimbo
Já na Worrydream, a página de erro convida a uma reflexão ao negar a si própria com a seguinte afirmação: isto não é uma página. Veja.
3) Ninja
E se um ninja fosse responsabilizado pelo furo? É isso que argumenta a Huwshimi & Friends. Veja.
4) Sherlock
Quando você não encontra o que procura, talvez seja interessante se inspirar em quem anda sempre à busca de algo, como indica a Audiko. Veja.
5) Pac-Man
Como dissemos: às vezes pode ser melhor desencontrar uma página do que visitar o que se estava procurando. Pode ser o caso de quem visita a Blue Fontain Media e se depara com um Pac-Man. Veja.
6) Passatempo
Outra página que vale a pena "errar para acessar" é a da Hot Dog Production. Ela permite que você brinque um pouco com a formação dos números 404. Veja.
7) Fofo
No GitHub a página de 404 é apenas fofa. Ela mostra uma imagem que remete ao universo de Star Wars. Veja.
8) Hostilidade
"Você não deveria estar aqui", avisa a Hakim El Hattab a quem acessa sua página misteriosa. Veja.
9) Surpresa
Quando o internauta perde o caminho no site da Lego, ele se depara com... Lego. Veja.
10) Romance
Enquanto isso, a eHarmony aproveita a ocasião para lembrar o visitante de que ele pode encontrar um par por ali, basta acessar a página certa. Veja.
11) Dinossauros
Há uma cena no clássico Jurassic Park em que um dos personagens gasta seu tempo tentando acessar um computador, até que Dennis Nedry surge na tela para informar que ele "não disse a palavra mágica". Você pode entrar nessa cena pela página de erro do Nouveller. Veja.


terça-feira, 2 de junho de 2015

Pensando fora da caixa

Aprenda a instalar o Linux no seu computador


Por Luccas Franklin - em 11/04/2014 às 15h00 :: Palavras-chave: Linuxsistemas operacionaisUbuntuWindows

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/olhar2013/http://olhardigital.uol.com.br/noticia/aprenda-a-instalar-o-linux-no-seu-computador/41347
Acessado em 02/06/2015 às 14:23:20 © 2005 - 2013 Olhar Digital - Todos os direitos reservados

Sistemas operacionais baseados em Linux já foram complicados de usar, ao menos quando comparados ao Windows, mas avanços recentes têm deixado a plataforma mais amigável. Pensando nisso, preparamos um passo a passo que ensina a instalar o Ubuntu na máquina, considerada a distribuição de Linux mais intuitiva.

Antes de mergulhar no procedimento, preste atenção a três recomendações:

1) Faça um backup de todos os seus arquivos importantes

Instalar um novo sistema operacional pode comprometer os arquivos do computador. Então faça um backup de fotos, vídeos, textos, tudo o que julgar importante, e leve o conteúdo para um HD externo.

2) Saiba que os softwares serão muito diferentes

No Linux, você vai encontrar alguns programas com os quais está acostumado, como Firefox, Chrome e outros. A maioria, entretanto, não está disponível porque o Linux possui uma comunidade de desenvolvedores que cria, gratuitamente, programas equivalentes para o OS.

Não há Photoshop, por exemplo, mas há o GIMP. Não há Microsoft Office, mas há o LibreOffice. Não há Lightroom, mas há o Darktable. Alguns dos programas não são tão bons quanto os disponíveis para Windows, mas por outro lado alguns são até melhores. Cabe a você experimentar.

3) O processo é demorado

Você não vai precisar digitar nenhum comando complexo ou adquirir conhecimento prévio para fazer isso, mas o processo é longo e varia um pouquinho de computador para computador. É possível que você mexa com certas coisas que nunca viu. Este processo (e o sistema Ubuntu) é utilizado por milhões de pessoas no mundo, mas vale dizer desde já que nós não responsabilizamos por eventuais danos causados à sua máquina. Por isso recomendamos que o backup seja feito antes de tudo.

De acordo? Então, mãos à massa!

1) Faça o download do Linux

O sistema operacional Linux é disponibilizado de forma gratuita, em vários tipos de distribuições diferentes, por meio de downloads. O escolhido por nós para este tutorial, o Ubuntu, pode ser baixado em http://www.ubuntu.com/download/desktop.

Escolha a versão 12.04 LTS. O termo “LTS” significa “Long term Support”, ou “Suporte a longo prazo”. Se seu computador utilizava Windows XP ou possui menos de 2GB de RAM, provavelmente era equipado com um processador de 32 bits. Caso você tenha certeza de que o seu processador tem 64 bits, faça o download da versão apropriada.Reprodução



Na próxima tela, uma mensagem pedirá doação (voluntária) para manter o desenvolvimento do programa. Se você não quiser contribuir, ignore-a e clique em “Not now. Take me to the Download”, na parte de baixo. Na próxima página o download iniciará automaticamente.Reprodução



2) Grave um disco do sistema operacional

Utilize um gravador de DVD para montar um disco do sistema. Recomendamos utilizar o software “IMGburn”, disponível aqui. Após instalar o programa, abra-o, coloque um DVD virgem no drive e escolha a opção “Write Image file to disk”.

Reprodução


Clique na pastinha amarela, na parte de cima, para escolher o arquivo que você acabou de baixar (em vermelho, na foto), certifique-se de que a opção “Verify” não está marcada (em azul) e depois clique no desenho da gravação (marcado em verde) para criar o disco.

Reprodução


Assim que ele estiver pronto (este processo demora um pouco), chegamos a uma parte um pouco mais complicada.

3) Prepare seu computador para inicializar do drive de DVD

Verifique se o seu computador inicia direto do drive de DVD. Isso ocorre caso você já tenha reinstalado o Windows ou formatado a máquina, por exemplo. Faça o teste colocando o DVD no drive e iniciando o computador. Caso inicie no Windows, continue lendo. Se a instalação do Ubuntu começar de imediado, pule para a etapa 4.

Reinicie seu computador e entre na BIOS (basta pressionar uma tecla, logo que ele é ligado, bem antes de o Windows começar a aparecer). Dependendo do seu computador, pode ser “Del”, “F1” ou “F2”.

Reprodução


Não há como saber se a tela que aparecerá será parecida com esta ou não, mas as opções são as mesmas. Caso você não encontre uma forma de mudar a ordem de inicialização na sua bios, não será possível instalar o sistema. Como existem diferentes bios, não podemos prever como será a sua, então vamos dar uma explicação geral do processo.

Com as setas do teclado, selecione a opção BOOT e coloque em primeiro lugar da ordem seu drive de CD-ROM ou DVD-ROM. No caso desta BIOS, isso é feito com as teclas F5 e F6, enquanto em outras é feito com as teclas + e -.

Reprodução


Feito isso, salve as mudanças e saia da BIOS, indo até a aba exit (com as setas do teclado) e escolhendo “Exit Saving Changes”. O processo pode ser um pouco diferente dependendo do computador utilizado, mas todos possuem opção parecida.

Reprodução


4) Coloque o CD no drive e inicie a instalação

Agora, basta colocar seu DVD no drive e reiniciar o computador com ele. A tela do Ubuntu vai aparecer e logo a instalação se inicia.

Reprodução

Primeiro, escolha a língua desejada (Português do Brasil) na lista do lado esquerdo e clique em “Instalar o Ubuntu”.

Reprodução


Se quiser saber como funciona o sistema antes de instalar, use a opção “Experimentar o Ubuntu”. Infelizmente, desta forma, o sistema será mais lento, por rodar de um drive de DVD em vez de diretamente da HD. Clique em “Instalar o Ubuntu” para continuarmos.

5) Conecte-se à internet
Reprodução


Caso você esteja usando Wi-Fi, há um ícone no canto superior direito para se conectar. Caso use um cabo, a internet já estará funcionando normalmente. Selecione, na próxima tela, as duas opções: “Baixar Atualizações enquanto instala” e “Instalar programa de terceiros”. Escolha “continuar”.

Reprodução


6) O clique sem volta

Escolha a opção “Apagar disco e reinstalar Ubuntu”. Isso apagará definitivamente tudo o que há no seu computador e instalará o novo sistema. Entretanto, no campo "Opção Avançada", logo abaixo, você pode particionar o HD para usar outro sistema juntamente com o Linux. Atenção: este passo é indicado para pessoas com conhecimento mais avançado.Reprodução

7) Escolha o teclado

Mesmo tendo escolhido a língua nativa, é preciso ajustar o teclado. Se seu teclado foi comprado no Brasil, é um ABNT ou ABNT2 (após escolher “Português”, do lado esquerdo). Se foi um notebook comprado fora do país, provavelmente está dentro de English (US) e é o teclado “English US Alternative International”.

Reprodução

Faça o teste ali embaixo, para se certificar de que escolheu o correto. Teste acentos, cedilhas e tudo mais.

8) Crie nome de usuário e senha

Preencha este cadastro como se fosse uma conta online. Não se esqueça da senha escolhida: é com ela que você ligará seu computador. No próximo passo, simplesmente escolha uma imagem e dê OK.

Reprodução



9) Vá assistir TV

O programa fará a próxima parte automaticamente, mas isso demora bastante. Não tenha pressa e vá fazer outra coisa.

Reprodução


10)  Fim

Clique em “Reiniciar”, remova o disco do drive e pronto. Seu sistema agora tem o Ubuntu instalado. Ao reiniciar, coloque a senha que você criou no passo 8 e aproveite o novo sistema.

Reprodução


Algumas dicas:

Com o sistema recém-instalado, você verá uma barra à esquerda com alguns aplicativos, entre eles o Firefox e o LibreOffice, com um editor de texto, uma planilha eletrônica e um criador de
apresentações, similar ao Microsoft Word, Excel e Powerpoint.

Reprodução

Logo abaixo há a Ubuntu Store, uma loja de aplicativos semelhante àquelas disponíveis para smartphones Android, iOS e Windows Phone. É só procurar, clicar e o programa é instalado automaticamente.Reprodução

Existem milhares de aplicativos para Linux, assim como para Windows. Descubra quais são os seus preferidos. Se precisar de ajuda com o sistema, vale a pena procurar o Ubuntu Fórum, onde muitas dúvidas de iniciantes na plataforma já foram respondidas.

Com paciência, dá pra aprender o novo sistema. Agora, se você não se acostumar e não quiser voltar ao Windows XP, talvez seja realmente hora de comprar uma máquina nova, para rodar Windows 7 ou 8.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Cumulus Nimbus

5 riscos que não devemos ignorar quando o assunto é cloud computing

(http://computerworld.com.br/gestao/2015/02/20/5-riscos-que-nao-devemos-ignorar-quando-o-assunto-e-cloud-computing)
Por Roger A. Grimes, INFOWORLD/EUA
Publicada em 20 de fevereiro de 2015 - 08h20
Um dos maiores empecilhos para a adoção de computação em nuvem pública é o cálculo dos riscos conhecidos e desconhecidos
Estamos sendo constantemente confrontados com os três tipos de riscos: o que sabemos que sabemos, o que sabemos que não sabemos, e o que não sabemos que nãsabemos.
Um dos maiores empecilhos para a adoção de computação em nuvem pública é o cálculo dos riscos conhecidos e desconhecidos. Passei os últimos anos contemplando essas questões, tanto como provedor de nuvem pública e quanto como usuário.
Aqui está uma lista de cinco riscos que qualquer empresa enfrenta como cliente de um serviço de nuvem pública.
1:: Acesso compartilhado
Um dos princípios fundamentais da computação em nuvem pública é o modelo multitenancy, de uma única instância lógica compartilhada por centenas ou milhares de clientes. Em outras palavras, a típica arquitetura que permite a otimização de recursos de infraestrutura e software através de compartilhamento, mantendo os inquilinos, empresas/clientes, logicamente separados. É comum os clientes compartilharem os mesmos recursos de computação: CPU, armazenamento, espaço, memória, etc.
Pois bem, multitenancy é um desconhecido conhecido para a grande maioria de nós. Ou seja, algo que sabemos que não sabemos. Não só pelo risco de nossos dados privados vazando acidentalmente para outros inquilinos, mas também por conta dos riscos adicionais do compartilhamento de recursos. Vulnerabilidades multitenancy são muito preocupantes, porque uma falha pode permitir que outro inquilino ou atacante veja todos os outros dados ou assuma a identidade de outros clientes.
Várias novas classes de vulnerabilidades derivam da natureza comum da nuvem. Pesquisadores já foram capazes de recuperar dados de outros inquilinos no que era para ser um novo espaço de armazenamento. Outros pesquisadores já foram capazes de se intrometer na memória de outros inquilinos e em espaços de endereço IP. E alguns poucos foram capazes de assumir totalmente os recursos de outro inquilino simplesmente prevendo os endereços IP ou MAC que foram atribuídos a eles.
Questões de segurança multitenancy só agora estão se tornando importantes para a maioria de nós, com as  vulnerabilidades começando a ser exploradas.
Arrisco dizer que multitenancy será um grande problema de segurança no longo prazo.
2:: Vulnerabilidades virtuais
Cada provedor de serviços de cloud é um enorme usuário de virtualização.  E cada camada de virtualização representa uma importante plataforma na infraestrutura de TI, com vulnerabilidades embutidas que podem ser exploradas. Servidores virtuais estão sujeitos aos mesmos ataques que atingem os servidores físicos, assim como novas ameaças estão explorando falhas do hypervisor.
Na minha opinião, há quatro principais tipos de riscos de exploração virtuais: apenas no servidor, "guest to guest", "host to guest", e "guest to host". Todos eles desconhecidos e não calculados na maioria das estimativas de risco.
Quando converso com provedores de nuvem sobre esses risco virtuais, muitos arregalam os olhos. A maioria afirma que os riscos são exagerados. Eu costumo dizer-lhes para verificar a lista de patches de seus fornecedores de software. Não são bonitas.
3:: Autenticação, autorização e controle de acesso
Obviamente, os mecanismos de controle de autenticação, autorização e acesso do seu provedor de nuvem é fundamental. Quantas vezes ele procura e remove contas obsoletas? Quantas contas privilegiadas podem acessar seus sistemas - e seus dados? Que tipo de autenticação é necessária para os usuários privilegiados? A sua empresa compartilha um espaço comum com o vendedor e/ou com outros inquilinos?
Namespaces compartilhados e autenticação para criar experiências single-sign-on (SSO) podem aumentar a produtividade, mas também aumentam os riscos, substancialmente.
Certifique-se que os prestadores dos serviços de cloud computing limitam o acesso dos funcionários e as autorizações para o que seja estritamente necessário para a realização de sua tarefas.
Proteção de dados é outra grande preocupação. Se a criptografia de dados é usada e aplicada, as chaves privadas são compartilhadas entre os inquilinos? Quem e quantas pessoas na equipe do fornecedor de nuvem pode ver os seus dados? Onde os seus dados estão armazenados fisicamente? Como seu dado  é tratado quando deixa de ser necessário?
Não tenho certeza de quantos fornecedores de nuvem estariam dispostos a compartilhar respostas detalhadas a estas perguntas, mas você tem que pelo menos perguntar se quiser saber o que é conhecido e desconhecido.
4:: Disponibilidade
Quando você é um cliente de um provedor de nuvem pública, redundância e tolerância a falhas não estão sob seu controle. Geralmente o que é fornecido e como é feito, não são divulgados. São completamente opacos. Todo serviço de nuvem alega ter tolerância a falhas e disponibilidade fantásticas, ainda que, mês após mês, vejamos o maior e o melhor cair por terra, com interrupções de serviço por horas ou mesmo dias.
Uma preocupação ainda maior são os poucos casos em que os clientes perderam dados, devido a problema com o provedor de nuvem ou com ataques maliciosos. O fornecedor de nuvem geralmente afirma fazer backups dos dados dos clientes. Mas mesmo com os backups garantidos, clientes já perderam de dados - e de forma permanente. Se possível, a sua empresa deve sempre fazer o backup dos dados compartilhados na nuvem por conta própria. Ou se resguardar, em contrato, estabelecendo as responsabilidades do provedor por perdas  de dados.
Tem mais. Alguns provedores de cloud computing dependem de terceiros para prestar determinados serviços. Um potencial cliente precisa saber identificar as interdependências potencialmente problemáticas. Considere um modelo de governança em que um fornecedor detém a responsabilidade global para as interrupções e as falhas de segurança.
5:: Posse
Esse risco é quase sempre uma surpresa para os clientes de cloud, mas muitas vezes eles não são os únicos proprietários dos dados. Muitos provedores de nuvem pública, incluindo os maiores e mais conhecidos, possuem cláusulas em seus contratos que afirmam explicitamente que os dados armazenados pertencem a ele provedor - e não ao cliente.
Eu mesmo conheço alguns casos  nos quais o fornecedor de nuvem saiu do negócio e, em seguida, vendeu os dados confidenciais dos clientes como parte de seus ativos. É chocante. Certifique-se de que você tem esse risco previsto em seu contrato. Deixe claro quem é o dono dos seus dados e o que o fornecedor de cloud pode fazer com eles.
Visibilidade nuvem 
Mesmo quando os riscos de computação em nuvem são conhecidos, eles são difíceis de calcular com precisão real. Nós simplesmente não temos histórias e provas suficientes  para determinar a probabilidade de falhas de segurança ou disponibilidade, especialmente para um determinado fornecedor, ou se esses riscos vão levar a danos substanciais para os clientes. O melhor que você pode fazer é dar uma de Rumsfeld e pelo menos deixar sua gestão entre os itens  que você sabe que não sabe.
Para isso, primeiro, tente reduzir tudo o que você por ventura não sabe que nãsabe. As mesmas perguntas devem ser feitas repetidas vezes no estabelecimento de contratos de nuvem.
Estabeleça, o melhor que puder, as responsabilidade do fornecedor de Cloud. Só fazendo as perguntas difíceis você poderá começar a entender os riscos totais da computação em nuvem pública.
Embora possa soar como se eu estivesse desaconselhando o uso da computação em nuvem pública, na verdade sou realmente um grande fã dela. Acredito que a maioria dos fornecedores de nuvem pública faz um trabalho de proteção de dados  melhor do que muitos de seus clientes. Mas você precisa conhecer brechas de seu fornecedor de nuvem e as medidas que toma para mitigar os riscos.
É preciso analisar detalhadamente as opções para proteção de dados sensíveis oferecidas pelos provedores de serviços de cloud computing. O quanto fluem através da rede, o quanto residem em um servidor, ou na infraestrutura de armazenamento.
Para começar, peça aos fornecedores informações sobre o uso de VPNs, o gerenciamento de chaves, e as opções de criptografia. Antes de assinar um contrato, examine os termos relativos à privacidade de dados, como serão auditados, a confiabilidade do serviço, e contingências contra alterações.
Por fim, certifique-se de elaborar uma estratégia de mitigação de risco de modo que você seja capaz de migrar o seu trabalho para um novo provedor (ou voltar a mantê-lo in-house) com rapidez e facilidade em caso de uma eventualidade.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Vale a pena ? Acredito que sim, se for bem feito

Como calcular os custos da virtualização?

(http://cio.com.br/gestao/2015/01/26/como-calcular-os-custos-da-virtualizacao)
Da Redação com a CIO/EUA
Publicada em 26 de janeiro de 2015 às 07h10
Algumas surpresas de custo vêm de expectativas não realistas, outras de falhas em adaptar o departamento de TI ou os orçamentos
Até recentemente, quase nenhum fornecedor da indústria de TI ou analista questionou a ideia de que quase todo tipo de virtualização proporciona cortes de custos de forma rápida e significante comparada à computação concentrada no mundo físico.
A virtualização de servidores, em particular, cria um retorno muito rápido em seu início, de acordo com o analista da IDC, Ian Song. “As pessoas têm uma impressão muito boa da virtualização de servidores por conta disso. “A virtualização de desktops, a nuvem, aplicativos em streaming e outros modelos tendem a sofrer com a comparação”, completa.
O grande problema é que parece que a maioria dos gerentes de TI sequer sabe como fazer medidas ou apresentar resultados de projetos de virtualização.
Há quatro abordagens básicas, recomendadas pela indústria e por analistas. São elas:
1 – Custo baseado em atividadeTrata-se essencialmente de custo baseado em consumo, no qual o custo total de TI é dividido de acordo com o volume de transações, número de servidores, número de usuários e outros padrões de medida do volume do trabalho da TI consumido por uma unidade de negócios em particular.
Esse método funciona se a análise e o monitoramento forem claros mesmo em um ambiente virtualizado e se houver uma forma de contabilizar capacidade ociosa. Que unidade de negócios paga por máquinas virtuais dedicadas a aplicações que ninguém está usando?
A abordagem de custo por minuto pura é atrativa vinda de um provedor de serviços externos, mas só é possível porque outros clientes pagam pela capacidade quando você não a está utilizando.
2 – Níveis de preços
F
iliais da empresa que não precisam de um grande volume de storage, largura de banda ou suportes adicionais podem pagar uma taxa básica mais baixa que as unidades de negócios que demandem mais serviços. Aqueles que lidam com o próprio suporte, que conseguem provisionar e gerenciar seus próprios servidores e gerenciar outras tarefas que, se não gerenciassem, cairiam no colo da TI, merecem descontos e tratamento diferenciado.
3 – Custos de serviço contra custos de infraestruturaUma forma de contabilizar capacidade ociosa é separar custos base como largura de banda ou espaços no data center, acesso à rede ou outros serviços que a unidade de negócios utilize. O custo base para a unidade de negócios permaneceria relativamente estável, enquanto os custos dos serviços variariam de acordo com o consumo.
A densidade do servidor virtual – o custo de toda a infraestrutura requerida para operar a infraestrutura virtual, como licenças, servidores, armazenamento, largura de banda, salários dos profissionais, espaço físico, custo de energia, etc – pode ser totalizada e dividida de acordo com o número de servidores virtuais que uma unidade de negócios vai requer.
Ou, então, os custos podem ser divididos de acordo com os requisitos de cada aplicação: os mesmos elementos entrariam na conta para cálculos da densidade do servidor virtual, mas os custos seriam divididos de acordo com os requisitos requeridos para cada aplicação. Custos para uma unidade de negócios são determinados também dependendo de a unidade ser única a usar o software ou poder dividir esse custo com outras unidades de negócios.
4 – MedidasAtribuir medidas diretas ou indiretas é uma forma de dividir custos de acordo com um cálculo externo das demandas de uma unidade de negócios. Isso pode envolver calcular o custo do departamento de acordo com um percentual do orçamento operacional total da companhia, por exemplo.
Qual método é o mais adequado para você?
Vai depender da cultura da empresa e das estruturas contábeis. Mas ter os custos bem determinados é mais do que um jogo de contabilidade. “Até que as unidades de negócios saibam que recursos usam e consigam se basear nisso para mudar as próprias necessidades de uso, elas não verão nenhum benefício direto na virtualização”, finaliza o analista da IDC, Gary Chen.