Mostrando postagens com marcador CIO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CIO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Lá de casa...

Trabalho remoto: 12 passos para não errar

(http://cio.com.br/gestao/2015/01/13/trabalho-remoto-12-passos-para-nao-errar)
Da Redação com Ryan Faas, CITEWorld/EUA
Publicada em 13 de janeiro de 2015 às 07h03
A Internet e as tecnologias móveis tornaram obsoleto o escritório como única plataforma de trabalho. Mas é preciso afinar a cultura corporativa

Com o avanço da internet e surgimento de tantas ferramentas de comunicação, muitos profissionais de TI já estão exercendo atividades remotamente, pelo menos um ou dois dias por semana. O Brasil regulamentou esse modelo de trabalho, considerado uma tendência no mundo para redução de custos e melhora da qualidade de vida de seus colaboradores. 

Assim o home office tem se tornado uma alternativa cada vez mais frequente e viável no mercado de trabalho atual, principalmente com a dificuldade de locomoção nas grandes cidades. Mais conhecido na Europa como Smart Working e nos EUA como Workplace Flexibility, permite “mover o trabalho para os trabalhadores, em vez de mover os trabalhadores para o trabalho”, segundo Jack M. Nilles, no livro “Fazendo do Teletrabalho uma Realidade”. 

No Brasil a adoção dessa modalidade ainda está em processo de construção. 

Estudo recente da SAP, de agostos de 2014, comprova que o perfil das empresas que adotam a prática de Home Office no país é de origem internacional com uma concentração de 70% junto aos mercados de TI, indústria Química/Petroquímica, P&D, Autoindústria, Eletroeletrônicos e Bens de Consumo. Já os pilares para elegibilidade adotados pelas empresas estão mais direcionados ao nível hierárquico do que propriamente às áreas específicas, sendo que 45% estendem para todos os níveis.
E das organizações que já possuem a prática, 42% têm política estruturada, sendo a maior parte delas existentes a menos de cinco anos.

Como objetivo da política, as empresas apontam, entre os principais indicadores listados, a flexibilidade no ambiente de trabalho e a melhoria na qualidade de vida. Os itens que apresentam maior destaque em relação aos ganhos para as corporações são a satisfação dos colaboradores envolvidos, o aumento de produtividade, a retenção dos colaboradores e o diferencial no processo de contratação.

Sua empresa pretende ter uma política para home Office?

Seguem aqui 12 práticas que julgamos consistentes para ajudar no dilema.

1. Trabalho remoto não serve para todos
Entenda que nem todos estão preparados para o trabalho remoto e algumas funções não são compatíveis com o modelo. Tudo depende da sua empresa, da cultura corporativa ou até do tipo de trabalho realizado. Fazer uma avaliação honesta da missão da sua organização, dos diversos times e departamentos, funcionários e papéis é o primeiro passo. Os próprios funcionários podem oferecer ideias valiosas de como eles, e suas atividades, podem fazer parte do processo.

2. Apenas cancele trabalho remoto por questões de trabalho
Se você precisar negar o trabalho remoto, tenha certeza de fazer de forma articulada e com raízes em justificativas claras de negócios. Escolhas pessoais não podem ser motivo para negar a opção para pessoas ou equipes.

3. Estabeleça metas claras
As vantagens do trabalho remoto estão muito bem documentadas - aumento de produtividade, satisfação dos funcionários, menos tempo gasto de transporte, acesso facilitado a clientes e serviços, redução da pegada de carbono e redução das despesas com escritório. Mas você precisa ter bem claro o que quer ao implementar o programa remoto e como ele vai beneficiar sua empresa. Isso ajuda a desenvolver métricas e critérios de avaliação para determinar se está tendo sucesso ou se precisa melhorar.

4. Comece com um programa-piloto
Mudar para um modelo remoto é um grande passo. Experimente a água antes de mergulhar de cabeça. Criar um programa-piloto de menores proporções vai ajudar a otimizar os recursos necessários e avaliar se tudo o que precisa ser definido está mesmo no lugar. Coisas como hardware, software para acesso remoto e treinamento dos funcionários, por exemplo.

5. Crie políticas consistentes de trabalho remoto
As políticas precisam incluir inputs do RH, departamento jurídico e até mesmo de sindicatos, se necessário. Certifique-se de que elas espelham as responsabilidades de empregados e empregadores; endereçam todas as expectativas e incluem um check-list de equipamentos e recursos necessários para garantir que o trabalho remoto possa ser feito (acesso a internet, equipamento, software de segurança, dispositivos móveis etc.). Qualquer funcionário que venha a requisitar trabalho remoto deveria entender e concordar com os termos e com as ações disciplinares no caso de falhar com as obrigações.

6. Dê treinamento
Educação e treinamento são fatores importantes de sucesso em um programa de trabalho remoto. Podem ser meramente técnicos (como usar dispositivos e tecnologias de acesso remoto seguro) ou endereçar práticas de trabalho em grupo para garantir a colaboração entre equipes que estão em locais diferentes. Podem ainda abranger práticas de segurança e ergonomia em casa; ou também repassar questões pertinentes a recursos humanos, como feedback e solução de conflitos.

7. Estabeleça práticas de relacionamento entre equipes
Definir regras de como a equipe do escritório vai interagir com equipes remotas pode garantir uma transição tranquila e ajudar a resolver eventuais crises entre quem pode e quem não pode trabalhar remoto. Garanta, especialmente, que a carga de trabalho de quem está remoto é equivalente à carga de trabalho de quem está no escritório, de forma que o senso de justiça e igualdade prevaleça.

8. Encoraje os empregados a separar vida pessoal e vida profissional
Para montar um home office é preciso que o funcionário tenha em casa um local no qual possa trabalhar com a porta fechada e longe dos olhos da família. Essa é uma prática essencial. Também assegure-se que todos os funcionários entendem claramente que o trabalho remoto dá flexibilidade mas que não pode ser usado para atender problemas domésticos como falta de babá para os filhos ou cuidados a familiares idosos.

9. Reformule processos de avaliação de performance
Um dos grandes desafios de programas remotos é a falta de interação diária, a conversa cara a cara e o feedback. Avaliar o engajamento do funcionário no trabalho pode tornar-se um desafio. As companhias geralmente precisam criar um novo conjunto de métricas de performance para avaliar funcionários remotos.

10. Contato direto é fundamental
É importante manter contato humano com os funcionários remotos. Nem sempre é possível planejar uma reunião periódica que reúna todos os funcionários remotos ou não, por isso é preciso definir momentos em que essa reunião aconteça – treinamento, eventos internos, conferências também podem contribuir.

11. Checar ativamente o funcionário é essencial
Mesmo que seja apenas por telefone ou videochamada, assegure uma rotina de contato ao menos semanal com cada um dos membros da equipe para garantir motivação e engajamento.

12. Resolva os problemas tão logo apareçam
É literalmente impossível que qualquer iniciativa de negócios funcione sem crises ou problemas e um programa de trabalho remoto não é exceção. Lide com crises imediatamente. Funcionários remotos tendem a imaginar problemas maiores que eles realmente são ou eventualmente não ver os problemas pelo mesmo motivo: estão longe do escritório e perdem boa parte do movimento interno e das conversas de corredor.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Fundamental

É possível aprender a fazer networking?

(http://cio.com.br/carreira/2014/05/05/e-possivel-aprender-a-fazer-networking)
Computerworld/EUA
Publicada em 05 de maio de 2014 às 07h29

Conheça sete maneiras de criar uma boa rede de relacionamentos
Muita gente sente um certo nervosismo quando precisa abordar outra pessoa ou ser apresentado a alguém importante. Mas para quem é naturalmente tímido, introvertido, ou ambos, fazer o chamado networking (estabelecer uma rede de contatos) profissional pode ser tão difícil quanto completar uma maratona.

Segundo a autora do livro How to Survive, Excel and Advance as an Introvert (Como Sobreviver, Destacar-se e Progredir sendo um Introvertido), Naomi Karten, os introvertidos são menos propensos a iniciar uma conversa. Isso pode ser uma desvantagem significativa no mundo corporativo, em que o sucesso na carreira depende da construção de relacionamentos sólidos.
Mas é possível aprender a fazer networking? Sim, de acordo com Karten, que dá sete dicas de como criar uma rede de contatos.

1- Desenvolva a ideia certa
O gerente de operações espaciais da norte-americana United Space Alliance, que presta serviços para a Nasa (agência espacial dos Estados Unidos), Keith Chuvala, não gosta do termo networking. Para ele, a melhor definição é construir relacionamentos. Pensando dessa forma, ele torna a tarefa mais natural e humana.

2 - Defina objetivos
Os mentores de carreira costumam mencionar a rede de relacionamentos como um caminho-chave para conseguir um novo emprego. Mas essa rede é importante também dentro da companhia. Para levar seus projetos adiante ou avançar com idiias, o profissional pode precisar de aliados ou até mesmo de segundas opiniões para questões mais específicas. Para chegar a esse ponto, uma boa estratégia é criar uma lista do que se almeja alcançar. Isso não só dá as bases para a criação de bons relacionamentos, como também motiva o profissional.

3 – Tire proveito de sua zona de conforto
Alguns gestores sentem-se à vontade para falar com centenas de pessoas e com grupos pequenos. Mas, curiosamente, acham assustador o meio-termo, como coquetéis. Para melhorar sua rede de relacionamentos, precisam tirar melhor proveito das situações confortáveis.
Conversar com multidões não constrói relacionamentos pessoais, mas ele aproveita a ocasião para falar cara-a-cara depois das apresentações. O profissional deve observar seu próprio comportamento para entender o que funciona mais para ele.

4 – Saiba mapear as oportunidades de relacionamento
Um bom começo pode ser criar uma agenda de compromissos em associações de classe, nas quais o profissional pode apresentar-se e travar conversas. Mas é importante não ficar limitado a esses eventos. De acordo com um executivo da empresa de recrutamento The PacheraGroup, baseada na Califórnia, é importante sempre ir aos locais onde o profissional será visto e reconhecido.

 Maximize as ferramentas de sua rede social 
É interessante maximizar conexões de suas redes, como Facebook, LinkedIn, Twitter, Plaxo, etc. Em todos, há grupos que estão ligados aos seus interesses, pessoais e profissionais. Pode ser a porta de entrada para novas oportunidades.

– Ofereça algo quando travar contatos 
É importante acrescentar valor cada vez que estabelecer um novo contato. Pense sempre: o que posso oferecer? Nem sempre é confortável para o outro mostrar o que quer.

7 – Comprometa seu tempo
Profissionais introvertidos estão acostumados a deixarem oportunidades de relacionamento passarem. Uma maneira de evitar que isso aconteça é comprometer o tempo e marcar encontros durante cafés da manhã ou almoços. Essa prática, quando incluída na rotina diária de negócios do profissional, torna mais fácil a criação de uma rede de relacionamentos e o desempenho social.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tendências de TI 2012

IaaS crescerá 64% em 2012 no Brasil, prevê IDC

(http://cio.uol.com.br/noticias/2012/01/10/iaas-crescera-64-em-2012-no-brasil-preve-idc)
Déborah Oliveira
Publicada em 10 de janeiro de 2012 às 12h49

Com recursos limitados, companhias menores encontram no modelo de infraestrutura como serviço a saída para crescer.

Manter a infraestrutura tecnológica dentro de casa é uma decisão que está sendo repensada pelas companhias, especialmente as de pequeno e médio portes, afirma Anderson Figueiredo, gerente de Pesquisas da consultoria IDC. Ao que tudo indica, o poder da computação não está mais preso a uma caixa, saltou para as nuvens. “O investimento em soluções para o data center é alto e pagar pelo uso é grande atrativo. Essa é uma importante alavanca de cloud no modelo público de infraestrutura como serviço (IaaS)”, diz.

Segundo Figueiredo, as grandes, geralmente, já contam com suas estruturas, realizaram alto investimento na aquisição de equipamentos e, por isso, tendem a escolher o modelo privado.

Dados da IDC mostram que em 2010, o mercado nacional de IaaS na modalidade pública movimentou 35,8 milhões de dólares, com representação de 50,3% do setor de cloud computing. A consultoria projeta que em 2011 ele seja responsável por 56,1% e gere receita de 55,89 milhões de dólares.

Em 2012, o crescimento será ainda maior, aponta a IDC, já que deverá somar 90,86 milhões de dólares. A expansão média, ano a ano, será de 64%, de acordo com Figueiredo incremento superior ao de software como serviço, que já fisgou mais usuários até o momento.

O instituto de pesquisas Gartner aponta que até 2014, esse segmento deve totalizar receita de 10,5 bilhões de dólares em todo o mundo. “Da mesma forma que as classes sociais cresceram, as empresas também. Elas mudaram de patamar na cadeia econômica e passaram a ter novas necessidades e IaaS ganhou espaço nesse contexto com forte apelo de redução de custos, possibilidade de expansão e flexibilidade”, aponta Figueiredo.

Atentas a esse cenário, o estudo 350 Maiores Empresas de TI e Telecom, realizado pela Deloitte em parceira com a COMPUTERWORLD, revelou que 60% das empresas que responderam já têm oferta de nuvem. Dessas, 25% disseram que IaaS é o segundo produto de cloud comercializado, perdendo para SaaS.

Além disso, 41% acreditam que infraestrutura como serviço será a modalidade de mais crescimento nos próximos anos. A exemplo de companhias como Amazon, uma das líderes do mercado lá fora, elas vislumbram oportunidades na nuvem e querem conquistar filão desse mercado.

Na opinião de Pedro Bicudo, sócio-diretor da consultoria TGT Consult, IaaS deverá atingir maturidade nos próximos dois anos, mas precisa passar por uma fase de mudança cultural para decolar. “Ainda há fornecedores que apontam cloud como forma de terceirização. Mas não é. É preciso uma ruptura desse pensamento”, diz. Ele explica que a diferença está na customização. “Nuvem é massificada, a solução é igual para todas, outsourcing não. É por isso que cloud custa metade do valor de terceirização”, esclarece.

Outro ponto de atenção no setor, diz, é em relação à oferta. “A indústria tem de vender cloud, assim como é feito com as impressoras: na prateleira. Um grande desafio hoje”, acrescenta.

Embora segurança ainda seja apontada por companhias e analistas como alerta vermelho para adoção de cloud, para Figueiredo a terceira barreira não está relacionada ao tema e sim ao modelo de negócios. “Empresas ainda têm dúvidas de como o serviço pode ser cobrado”, opina.

A HP tem uma proposta de infraestrutura convergente, desde o início do ano, os olhares da companhia estão voltados ao tripé infraestrutura como serviço, plataforma como serviço e loja de aplicativos, afirma Alexandre Kazuki, diretor de Marketing da área de Enterprise Server Storage Network (ESSN) da HP Brasil.

“Até o ano passado, atuávamos como consultoria para clientes que desejavam migrar para a nuvem. A oferta que temos hoje é focada em grandes empresas e temos acordos de níveis de serviço que monitoram paradas, tempo de resposta etc”, explica. Kazuki diz que no Brasil são dois data centers direcionados para atender aos clientes de IaaS, um em Alphaville (SP) e outro em Anchieta (SP).

No entanto, na visão dele, o uso de cloud pública ainda é baixo, mas a tendência para os próximos anos deverá ser a combinação de cloud privadas e públicas. “Apostamos no incremento das nuvens híbridas”, diz.

Henrique Sei, diretor de Vendas de Soluções da Dell Brasil, diz que o foco da Dell vai além do hardware. “Engloba produtos de mobilidade, software, serviço e estamos cada vez mais seguindo o caminho do as a service”, explica. Em abril deste ano a empresa anunciou que vai direcionar 1 bilhão de dólares para construção de data centers em todo o mundo destinados à oferta de cloud computing.

“A ideia é manter a oferta de hosting e colocation por meio de parceiros e migrar os novos ambientes para IaaS”, diz. A Dell adotou como estratégia efetuar aquisições para reforçar o portfólio de data center. Um exemplo é a Force10, comprada recentemente.

O modelo é velho conhecido da Locaweb, assegura Gilberto Mautner, presidente da companhia. “Trabalhamos desde 1998 com assinatura de serviços e não temos dificuldade. Começamos a atuar no mercado na gestão de sites e conforme a base de clientes cresceu passamos a prover IaaS.”

Hoje, a companhia tem cerca de 6 mil clientes de IaaS, incluindo usuários de servidores dedicados e as companhias de e-commerce são as que mais apostam no modelo, segundo Mautner. Ele assinala que infraestrutura como serviço representa um terço da receita da companhia, que em 2010 foi de 147,9 milhões de reais [23,7% a mais do que em 2009]. “Em nuvem, crescemos cerca de 50% ao ano.”

Com a adoção crescente de IaaS, além dos fornecedores de hardware de TI os de hardware de Telecom também vão sentir o efeito dominó. Rodrigo Dienstmann, diretor de Operadoras da Cisco do Brasil, conta que três grandes demandas deverão ampliar a presença da companhia no setor: aumento de devices conectados, explosão de acesso a vídeos e cloud computing. No último ano, aponta, a Cisco cresceu quase 30% em receita e esses elementos contribuíram para a ampliação dos negócios.

A Cisco, prossegue, que sempre teve presença em data centers com a linha de switches e roteadores, fez investimento direcionados [como a entrada no segmento de servidores] para que pudesse oferecer uma arquitetura completa para os data centers, seja de teles ou corporativos.

Ele diz que a entrada de teles no mercado de TV por assinatura, possibilitando que os clientes acessem a programação na cloud e ainda a maior cobertura da banda larga no País, gera oportunidades para toda a cadeia envolvida.