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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

SC.exe Criando serviço

Como criar um serviço do Windows usando o Sc.exe

Dica do SistemaEste artigo aplica-se a uma versão do Windows diferente da que você está usando. O conteúdo deste artigo pode não ser relevante para você.Visite o Centro de Suporte de Windows 7

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Sumário

Para criar e iniciar remotamente um serviço a partir da linha de comando, é possível usar a ferramenta SC (Sc.exe) incluída no Resource Kit.

Apesar de poder usar as ferramentas Netsvc.exe e Instsrv.exe para iniciar um serviço em um computador remoto, essas ferramentas não oferecem a possibilidade de criar um serviço remotamente.

OBSERVAÇÃO: A ferramenta Srvinstw.exe é a versão da GUI (interface gráfica do usuário) usada para criar serviços remotos. A Srvinstw.exe não é uma ferramenta de linha de comando.

Mais Informações

É possível usar o Sc.exe no auxílio do desenvolvimento de serviços para o Windows. O Sc.exe, que é fornecido no Resource Kit, implementa chamadas para todas as funções da API (interface de programação de aplicativo) de controle de serviço do Windows. É possível definir os parâmetros para essas funções especificando-as na linha de comando. O Sc.exe também exibe o status do serviço e recupera os valores armazenados nos campos de estrutura de status. A ferramenta também permite que você especifique o nome de um computador remoto de modo que você possa chamar as funções da API de serviço ou visualizar as estruturas de status do serviço no computador remoto.

O Sc.exe também permite que você chame quaisquer funções da API de controle de serviço e varie qualquer parâmetro a partir da linha de comando. A vantagem é que ele oferece uma maneira conveniente de criar ou configurar as informações de serviço no Registro e no banco de dados do Gerenciador de controle de serviço. Não é necessário configurar o serviço criando manualmente entradas no Registro e reiniciando o computador para forçar a atualização do Gerenciador de controle de serviço e de seu banco de dados.

O Sc.exe usa a seguinte sintaxe:

Sintaxe1 (use a Sintaxe1 para executar o Sc.exe)
sc [Servername] Command Servicename [Optionname= Optionvalue...]
Sintaxe2 (use a Sintaxe2 para exibir as informações de ajuda, exceto para o comando query)
sc [Command]

Parâmetros

  • Servername
    Opcional. Especifica o nome do servidor quando quiser executar os comandos em um computador remoto. O nome deve iniciar com duas barras (\) (por exemplo, \\meu servidor). Para executar o Sc.exe no computador local, não forneça esse parâmetro.
  • Comando
    Especifica o comando sc. Observe que muitos dos comandos sc exigem privilégios administrativos no computador especificado. O Sc.exe suporta os seguintes comandos:
    Config
    Altera a configuração de um serviço (persistente).

    Continue
    Envia uma solicitação de controle Continue para um serviço.

    Control
    Envia um controle para um serviço.

    Create
    Cria um serviço (adiciona-o ao Registro).

    Delete
    Exclui um serviço (do Registro).

    EnumDepend
    Enumera dependências de serviço.

    GetDisplayName
    Obtém o DisplayName (nome de exibição) para um serviço.

    GetKeyName
    Obtém o ServiceKeyName (nome da chave do serviço) para um serviço.

    Interrogate
    Envia uma solicitação de controle Interrogate para um serviço.

    Pause
    Envia uma solicitação de controle Pause para um serviço.

    qc
    Consulta a configuração para o serviço. Para obter informações detalhadas, consulte a seção de referência, "SC QC".

    Query
    Consulta o status para um serviço ou enumera o status para tipos de serviços. Para obter informações detalhadas, consulte a seção de referência, "SC QUERY".

    Start
    Inicia um serviço

    Stop
    Envia uma solicitação Stop para um serviço.
  • Servicename
    Especifica o nome fornecido à chave Service no Registro. Observe que isso é diferente do nome de exibição (que é o que é visto com o comando net start e com a Ferramenta Serviços no Painel de controle). O Sc.exe usa o nome da chave do serviço como o identificador primário para o serviço.
  • Optionname
    Os parâmetros Optionname e Optionvalue permitem a especificação dos nomes e dos valores dos parâmetros de comando opcionais. Observe que não existe espaço entre Optionname e o sinal de igual. É possível fornecer um, mais de um ou nenhum par de nomes e valores opcionais de parâmetro.
  • Optionvalue
    Especifica o valor para o parâmetro nomeado por Optionname. O intervalo de valores válido é normalmente restringido para cada Optionname. Para obter uma lista de valores válidos, solicite ajuda para cada comando.
Muitos dos comandos exigem privilégios de Administrador. Verifique se está como administrador do computador no qual o desenvolvimento está sendo realizado.

O comando sc create cria uma entrada para o serviço no Registro e no banco de dados do Gerenciador de controle de serviço.

Sintaxe
sc [Servername] create Servicename [Optionname=Optionvalue...

Parâmetros

  • Servername
    Opcional. Especifica o nome do servidor quando quiser executar os comandos em um computador remoto. O nome deve iniciar com duas barras (\) (por exemplo, \\meu servidor). Para executar o SC no computador local, não forneça esse parâmetro.
  • Servicename
    Especifica o nome fornecido à chave service no Registro. Observe que isso é diferente do nome de exibição, que é o visto com o comando net start e com a Ferramenta Serviços no Painel de controle). O Sc.exe usa o nome da chave do serviço como o identificador primário para o serviço.
  • Optionname
    Os parâmetros Optionname e Optionvalue permitem a especificação dos nomes e dos valores dos parâmetros opcionais. Observe que não existe espaço entre Optionname e o sinal de igual. É possível fornecer um, mais de um ou nenhum par de nomes e de valores opcionais de parâmetro. O comando sc query suporta os seguintes valores:OptionnameOptionvalue
    type=own, share, interact, kernel, filesys
    Tipo de serviço que deseja criar. O Optionvalues inclui tipos usados pelos drivers.
    (padrão = compartilhamento)

    start=boot, system, auto, demand, disabled
    Tipo de inicialização para o serviço. O Optionvalues inclui tipos usados pelos drivers.
    (padrão = demanda)

    error=normal, severe, critical, ignore
    Gravidade do erro se o serviço não iniciar durante a inicialização.
    (padrão = normal)

    binPath=(seqüência)
    Nome do caminho para o arquivo binário do serviço. Não existe um padrão para esse parâmetro. Essa seqüência deve ser fornecida.

    group=(seqüência)
    Nome do grupo do qual esse serviço é um membro. A lista de grupos é armazenada no Registro em ServiceGroupOrder.
    (padrão = nada)

    tag=(seqüência)
    Se essa seqüência for definida como "yes", o Sc.exe obterá um TagId da chamada CreateService. No entanto, ele não exibirá a tag.
    (padrão = nada)

    depend=(seqüência separada por espaço)
    Nomes de serviços ou grupos que devem iniciar antes de iniciar esse serviço.

    obj=(seqüência)
    Nome da conta na qual o serviço é executado. Para os drivers, esse é o nome do objeto de driver do Windows.
    (padrão = LocalSystem)

    DisplayName=(seqüência)
    Uma seqüência pode ser usada pelos programas de interface do usuário para identificar o serviço.

    password=(seqüência)
    Uma seqüência de senha. Isso é necessário se uma conta diferente de LocalSystem for usada.
Optionvalue
Especifica o valor para o parâmetro nomeado pelo Optionname. Consulte a referência do Optionname para obter uma lista de valores suportados. Quando uma seqüência é inserida, o uso de aspas vazias significa que uma seqüência vazia está sendo passada.

OBSERVAÇÃO: O comando sc create executa as operações da função de API CreateService.

O seguinte exemplo cria uma entrada do Registro para o serviço chamado "NewService" no computador chamado \\computador_remoto:
sc \\computador_remoto create newservice binpath= c:\nt\system32\newserv.exe
Por padrão, esse serviço é criado como um WIN32_SHARE_PROCESS com um tipo de inicialização SERVICE_DEMAND_START. Ele não possui nenhuma dependência e executa no contexto de segurança LocalSystem.

O seguinte exemplo cria o serviço no computador local como um serviço de inicialização automática que executa no seu próprio processo. Ele possui dependências no grupo TDI e no serviço NetBIOS. Observe que é necessário acrescentar aspas ao redor da lista de dependências separadas por espaço.
sc create newservice binpath= c:\nt\system32\newserv.exe type= own start= auto depend= "+tdi netbios"
Para obter detalhes adicionais sobre a ferramenta Sc.exe, consulte o documento Sc-dev.txt no Resource Kit. Esse documento descreve o Sc.exe detalhadamente.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tendências de TI 2012

IaaS crescerá 64% em 2012 no Brasil, prevê IDC

(http://cio.uol.com.br/noticias/2012/01/10/iaas-crescera-64-em-2012-no-brasil-preve-idc)
Déborah Oliveira
Publicada em 10 de janeiro de 2012 às 12h49

Com recursos limitados, companhias menores encontram no modelo de infraestrutura como serviço a saída para crescer.

Manter a infraestrutura tecnológica dentro de casa é uma decisão que está sendo repensada pelas companhias, especialmente as de pequeno e médio portes, afirma Anderson Figueiredo, gerente de Pesquisas da consultoria IDC. Ao que tudo indica, o poder da computação não está mais preso a uma caixa, saltou para as nuvens. “O investimento em soluções para o data center é alto e pagar pelo uso é grande atrativo. Essa é uma importante alavanca de cloud no modelo público de infraestrutura como serviço (IaaS)”, diz.

Segundo Figueiredo, as grandes, geralmente, já contam com suas estruturas, realizaram alto investimento na aquisição de equipamentos e, por isso, tendem a escolher o modelo privado.

Dados da IDC mostram que em 2010, o mercado nacional de IaaS na modalidade pública movimentou 35,8 milhões de dólares, com representação de 50,3% do setor de cloud computing. A consultoria projeta que em 2011 ele seja responsável por 56,1% e gere receita de 55,89 milhões de dólares.

Em 2012, o crescimento será ainda maior, aponta a IDC, já que deverá somar 90,86 milhões de dólares. A expansão média, ano a ano, será de 64%, de acordo com Figueiredo incremento superior ao de software como serviço, que já fisgou mais usuários até o momento.

O instituto de pesquisas Gartner aponta que até 2014, esse segmento deve totalizar receita de 10,5 bilhões de dólares em todo o mundo. “Da mesma forma que as classes sociais cresceram, as empresas também. Elas mudaram de patamar na cadeia econômica e passaram a ter novas necessidades e IaaS ganhou espaço nesse contexto com forte apelo de redução de custos, possibilidade de expansão e flexibilidade”, aponta Figueiredo.

Atentas a esse cenário, o estudo 350 Maiores Empresas de TI e Telecom, realizado pela Deloitte em parceira com a COMPUTERWORLD, revelou que 60% das empresas que responderam já têm oferta de nuvem. Dessas, 25% disseram que IaaS é o segundo produto de cloud comercializado, perdendo para SaaS.

Além disso, 41% acreditam que infraestrutura como serviço será a modalidade de mais crescimento nos próximos anos. A exemplo de companhias como Amazon, uma das líderes do mercado lá fora, elas vislumbram oportunidades na nuvem e querem conquistar filão desse mercado.

Na opinião de Pedro Bicudo, sócio-diretor da consultoria TGT Consult, IaaS deverá atingir maturidade nos próximos dois anos, mas precisa passar por uma fase de mudança cultural para decolar. “Ainda há fornecedores que apontam cloud como forma de terceirização. Mas não é. É preciso uma ruptura desse pensamento”, diz. Ele explica que a diferença está na customização. “Nuvem é massificada, a solução é igual para todas, outsourcing não. É por isso que cloud custa metade do valor de terceirização”, esclarece.

Outro ponto de atenção no setor, diz, é em relação à oferta. “A indústria tem de vender cloud, assim como é feito com as impressoras: na prateleira. Um grande desafio hoje”, acrescenta.

Embora segurança ainda seja apontada por companhias e analistas como alerta vermelho para adoção de cloud, para Figueiredo a terceira barreira não está relacionada ao tema e sim ao modelo de negócios. “Empresas ainda têm dúvidas de como o serviço pode ser cobrado”, opina.

A HP tem uma proposta de infraestrutura convergente, desde o início do ano, os olhares da companhia estão voltados ao tripé infraestrutura como serviço, plataforma como serviço e loja de aplicativos, afirma Alexandre Kazuki, diretor de Marketing da área de Enterprise Server Storage Network (ESSN) da HP Brasil.

“Até o ano passado, atuávamos como consultoria para clientes que desejavam migrar para a nuvem. A oferta que temos hoje é focada em grandes empresas e temos acordos de níveis de serviço que monitoram paradas, tempo de resposta etc”, explica. Kazuki diz que no Brasil são dois data centers direcionados para atender aos clientes de IaaS, um em Alphaville (SP) e outro em Anchieta (SP).

No entanto, na visão dele, o uso de cloud pública ainda é baixo, mas a tendência para os próximos anos deverá ser a combinação de cloud privadas e públicas. “Apostamos no incremento das nuvens híbridas”, diz.

Henrique Sei, diretor de Vendas de Soluções da Dell Brasil, diz que o foco da Dell vai além do hardware. “Engloba produtos de mobilidade, software, serviço e estamos cada vez mais seguindo o caminho do as a service”, explica. Em abril deste ano a empresa anunciou que vai direcionar 1 bilhão de dólares para construção de data centers em todo o mundo destinados à oferta de cloud computing.

“A ideia é manter a oferta de hosting e colocation por meio de parceiros e migrar os novos ambientes para IaaS”, diz. A Dell adotou como estratégia efetuar aquisições para reforçar o portfólio de data center. Um exemplo é a Force10, comprada recentemente.

O modelo é velho conhecido da Locaweb, assegura Gilberto Mautner, presidente da companhia. “Trabalhamos desde 1998 com assinatura de serviços e não temos dificuldade. Começamos a atuar no mercado na gestão de sites e conforme a base de clientes cresceu passamos a prover IaaS.”

Hoje, a companhia tem cerca de 6 mil clientes de IaaS, incluindo usuários de servidores dedicados e as companhias de e-commerce são as que mais apostam no modelo, segundo Mautner. Ele assinala que infraestrutura como serviço representa um terço da receita da companhia, que em 2010 foi de 147,9 milhões de reais [23,7% a mais do que em 2009]. “Em nuvem, crescemos cerca de 50% ao ano.”

Com a adoção crescente de IaaS, além dos fornecedores de hardware de TI os de hardware de Telecom também vão sentir o efeito dominó. Rodrigo Dienstmann, diretor de Operadoras da Cisco do Brasil, conta que três grandes demandas deverão ampliar a presença da companhia no setor: aumento de devices conectados, explosão de acesso a vídeos e cloud computing. No último ano, aponta, a Cisco cresceu quase 30% em receita e esses elementos contribuíram para a ampliação dos negócios.

A Cisco, prossegue, que sempre teve presença em data centers com a linha de switches e roteadores, fez investimento direcionados [como a entrada no segmento de servidores] para que pudesse oferecer uma arquitetura completa para os data centers, seja de teles ou corporativos.

Ele diz que a entrada de teles no mercado de TV por assinatura, possibilitando que os clientes acessem a programação na cloud e ainda a maior cobertura da banda larga no País, gera oportunidades para toda a cadeia envolvida.