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quarta-feira, 6 de março de 2013

Pensando em Infra


Como garantir a disponibilidade da infraestrutura

(http://cio.uol.com.br/gestao/2013/03/05/como-garantir-a-disponibilidade-da-infraestrutura)
Infoworld/EUA
Publicada em 05 de março de 2013 às 07h10
Com planejamento e criatividade, é possível simplificar significativamente a tarefa, sem gastar muito
Garantir a segurança e a disponibilidade da infraestrutura seria uma tarefa bem mais simples se todas as empresas tivessem orçamento sobrando para tecnologia: bastaria investir muito dinheiro nos mais avançados sistemas de redundância, completamente abrangentes.
Infelizmente, a maioria das empresas não pode arcar com isso. Mas alguns pequenos passos podem simplificar significativamente o processo da recuperação na eventualidade de diversos tipos de problemas. Algumas dicas ajudam nessa tarefa.
1 –Mantenha itens de reposição para cada equipamento
Uma infraestrutura ideal é padronizada e mantém servidores e switches da mesma marca, completamente compatíveis entre si. Partindo desse princípio, manter um item de reposição para cada equipamento pode poupar muita dor de cabeça. Um servidor, por exemplo, pode ser substituído em questão de minutos com um simples transporte de discos.  Para roteadores e switches, vale o mesmo princípio: tenha equipamentos configurados para substituições rápidas, sem impacto nas atividades da organização.
Obviamente, não é possível manter reposição de certos equipamentos muito caros, como switches núcleo, mas com uma manutenção mais focada nos equipamentos-chave o resto fica fácil de cobrir com pouco orçamento.
2 – Use wiki para inventário de infraestrutura
Qual é o número de série daquele switch para o escritório remoto? Qual versão de sistema operacional estava rodando naquele servidor antes que a fonte de energia queimasse? Pode ser mais fácil organizar esse tipo de informação em um wiki, instalável em uma máquina virtual. Com informações disponíveis rapidamente, a recuperação, que poderia demorar horas, pode levar menos de 30 minutos.
Começar esse projeto pode ser trabalhoso. Mas, uma vez implantado, a manutenção passa a ser mais fácil. Lembre disso a próxima vez que você gastar muito tempo por não conseguir obter o número de série de algum componente e tiver apuros por conta disso.
3 – Mantenha links de backup onde e quando for possível
Sempre que possível, a organização deve manter caminhos múltiplos para cada data center e escritório remoto. Isso já foi muito caro, mas hoje já é possível manter acessos alternativos por menos de 200 reais por mês, usando soluções DSL. Claro que não serão tão rápidas quanto as conexões tradicionais, mas ajudam muito em situações emergenciais. A chave também é criatividade.
4 – Tenha um abrigo emergencial para máquinas virtuais críticas
Essa dica se aplica a infraestruturas virtualizadas. Digamos que a organização tem uma dúzia de servidores rodando centenas de máquinas virtuais. Se algo der errado com o sistema de produção, a equipe consegue se safar ao transferir as máquinas virtuais do servidor problemático, mantendo a linha de aplicações críticas em ordem. Nesse caso, não é necessário duplicar toda a infraestrutura, já que é possível investir em apenas um servidor com quatro CPUs com RAM suficiente para assegurar cargas de produção por um período de tempo.
É bom ressaltar que o tamanho desse servidor deve corresponder ao tamanho da infraestrutura total da empresa. Analisando por esse ângulo, não fica caro manter uma máquina capaz de abrigar máquinas virtuais que fiquem sem host eventualmente.
5 – Aprenda Linux
Mesmo se a corporação for baseada em Windows, aprender Linux pode dar muitas opções de baixo custo para o departamento de TI. Pode ser que a companhia não se sinta confortável em rodar aplicações críticas no Linux, por alguma razão, mas a quantidade de ferramentas abertas para redes, monitoramento e manutenção disponível para Linux ou Unix é incrível. E a maioria delas, baseada em Unix, é mais confiável.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tendências de TI 2012

IaaS crescerá 64% em 2012 no Brasil, prevê IDC

(http://cio.uol.com.br/noticias/2012/01/10/iaas-crescera-64-em-2012-no-brasil-preve-idc)
Déborah Oliveira
Publicada em 10 de janeiro de 2012 às 12h49

Com recursos limitados, companhias menores encontram no modelo de infraestrutura como serviço a saída para crescer.

Manter a infraestrutura tecnológica dentro de casa é uma decisão que está sendo repensada pelas companhias, especialmente as de pequeno e médio portes, afirma Anderson Figueiredo, gerente de Pesquisas da consultoria IDC. Ao que tudo indica, o poder da computação não está mais preso a uma caixa, saltou para as nuvens. “O investimento em soluções para o data center é alto e pagar pelo uso é grande atrativo. Essa é uma importante alavanca de cloud no modelo público de infraestrutura como serviço (IaaS)”, diz.

Segundo Figueiredo, as grandes, geralmente, já contam com suas estruturas, realizaram alto investimento na aquisição de equipamentos e, por isso, tendem a escolher o modelo privado.

Dados da IDC mostram que em 2010, o mercado nacional de IaaS na modalidade pública movimentou 35,8 milhões de dólares, com representação de 50,3% do setor de cloud computing. A consultoria projeta que em 2011 ele seja responsável por 56,1% e gere receita de 55,89 milhões de dólares.

Em 2012, o crescimento será ainda maior, aponta a IDC, já que deverá somar 90,86 milhões de dólares. A expansão média, ano a ano, será de 64%, de acordo com Figueiredo incremento superior ao de software como serviço, que já fisgou mais usuários até o momento.

O instituto de pesquisas Gartner aponta que até 2014, esse segmento deve totalizar receita de 10,5 bilhões de dólares em todo o mundo. “Da mesma forma que as classes sociais cresceram, as empresas também. Elas mudaram de patamar na cadeia econômica e passaram a ter novas necessidades e IaaS ganhou espaço nesse contexto com forte apelo de redução de custos, possibilidade de expansão e flexibilidade”, aponta Figueiredo.

Atentas a esse cenário, o estudo 350 Maiores Empresas de TI e Telecom, realizado pela Deloitte em parceira com a COMPUTERWORLD, revelou que 60% das empresas que responderam já têm oferta de nuvem. Dessas, 25% disseram que IaaS é o segundo produto de cloud comercializado, perdendo para SaaS.

Além disso, 41% acreditam que infraestrutura como serviço será a modalidade de mais crescimento nos próximos anos. A exemplo de companhias como Amazon, uma das líderes do mercado lá fora, elas vislumbram oportunidades na nuvem e querem conquistar filão desse mercado.

Na opinião de Pedro Bicudo, sócio-diretor da consultoria TGT Consult, IaaS deverá atingir maturidade nos próximos dois anos, mas precisa passar por uma fase de mudança cultural para decolar. “Ainda há fornecedores que apontam cloud como forma de terceirização. Mas não é. É preciso uma ruptura desse pensamento”, diz. Ele explica que a diferença está na customização. “Nuvem é massificada, a solução é igual para todas, outsourcing não. É por isso que cloud custa metade do valor de terceirização”, esclarece.

Outro ponto de atenção no setor, diz, é em relação à oferta. “A indústria tem de vender cloud, assim como é feito com as impressoras: na prateleira. Um grande desafio hoje”, acrescenta.

Embora segurança ainda seja apontada por companhias e analistas como alerta vermelho para adoção de cloud, para Figueiredo a terceira barreira não está relacionada ao tema e sim ao modelo de negócios. “Empresas ainda têm dúvidas de como o serviço pode ser cobrado”, opina.

A HP tem uma proposta de infraestrutura convergente, desde o início do ano, os olhares da companhia estão voltados ao tripé infraestrutura como serviço, plataforma como serviço e loja de aplicativos, afirma Alexandre Kazuki, diretor de Marketing da área de Enterprise Server Storage Network (ESSN) da HP Brasil.

“Até o ano passado, atuávamos como consultoria para clientes que desejavam migrar para a nuvem. A oferta que temos hoje é focada em grandes empresas e temos acordos de níveis de serviço que monitoram paradas, tempo de resposta etc”, explica. Kazuki diz que no Brasil são dois data centers direcionados para atender aos clientes de IaaS, um em Alphaville (SP) e outro em Anchieta (SP).

No entanto, na visão dele, o uso de cloud pública ainda é baixo, mas a tendência para os próximos anos deverá ser a combinação de cloud privadas e públicas. “Apostamos no incremento das nuvens híbridas”, diz.

Henrique Sei, diretor de Vendas de Soluções da Dell Brasil, diz que o foco da Dell vai além do hardware. “Engloba produtos de mobilidade, software, serviço e estamos cada vez mais seguindo o caminho do as a service”, explica. Em abril deste ano a empresa anunciou que vai direcionar 1 bilhão de dólares para construção de data centers em todo o mundo destinados à oferta de cloud computing.

“A ideia é manter a oferta de hosting e colocation por meio de parceiros e migrar os novos ambientes para IaaS”, diz. A Dell adotou como estratégia efetuar aquisições para reforçar o portfólio de data center. Um exemplo é a Force10, comprada recentemente.

O modelo é velho conhecido da Locaweb, assegura Gilberto Mautner, presidente da companhia. “Trabalhamos desde 1998 com assinatura de serviços e não temos dificuldade. Começamos a atuar no mercado na gestão de sites e conforme a base de clientes cresceu passamos a prover IaaS.”

Hoje, a companhia tem cerca de 6 mil clientes de IaaS, incluindo usuários de servidores dedicados e as companhias de e-commerce são as que mais apostam no modelo, segundo Mautner. Ele assinala que infraestrutura como serviço representa um terço da receita da companhia, que em 2010 foi de 147,9 milhões de reais [23,7% a mais do que em 2009]. “Em nuvem, crescemos cerca de 50% ao ano.”

Com a adoção crescente de IaaS, além dos fornecedores de hardware de TI os de hardware de Telecom também vão sentir o efeito dominó. Rodrigo Dienstmann, diretor de Operadoras da Cisco do Brasil, conta que três grandes demandas deverão ampliar a presença da companhia no setor: aumento de devices conectados, explosão de acesso a vídeos e cloud computing. No último ano, aponta, a Cisco cresceu quase 30% em receita e esses elementos contribuíram para a ampliação dos negócios.

A Cisco, prossegue, que sempre teve presença em data centers com a linha de switches e roteadores, fez investimento direcionados [como a entrada no segmento de servidores] para que pudesse oferecer uma arquitetura completa para os data centers, seja de teles ou corporativos.

Ele diz que a entrada de teles no mercado de TV por assinatura, possibilitando que os clientes acessem a programação na cloud e ainda a maior cobertura da banda larga no País, gera oportunidades para toda a cadeia envolvida.